sábado, 4 de novembro de 2006

A festa onde não estive

Por ser num dia de semana fizemos duas festas de aniversário ao meu menino.
Uma na escola durante a tarde e outra em casa á noite.
A de casa foi mais rápida, sem entrar muito pela noite dentro que o dia seguinte era de levantar cedo. A da escola foi mais rica, mais elaborada, mais prolongada e com mais assitencia. As mesa do refeitorio foram arranjadas com toalhas, copos, pratos e guardanapos a condizer. Balões, piratas e estrelinhas. Diz quem viu que estava lindissimo. E o bolinho também. Os bolinhos sortidos, os sumos sem corantes nem conservantes e as pizas que comprei, não fui eu que as pus nas mesinhas.
Normalmente os meninos quando fazem anos levam o bolinho e um suminho que comem na propria sala. Esta foi uma festa que os meninos adoraram - diz quem sabe.
Eu não vi, eu não estive, eu não cantei os parabéns juntando a minha voz desafinada com a vozinhas infantis dos amiguinhos que eu mal conheço.
Eu não vi quase meia centena de meninos e alguns pais a festejarem os 5 aninhos do meu filho. E isto não é nenhuma novidade. Nem vale a pena tentar escrever o que não vi, ao que não assisti, o que não descobri, o que NÃO VIVI durante estes 5 anos. Romperia as teclas deste teclado e muito ficaria por dizer.

NÃO! O MEU FILHO NÃO É ORFÃO DE CORAÇÃO DE MÃE!

Ás vezes eu penso, os nossos filhos, aqueles a quem amamos acima de tudo e de todos, são aqueles a quem damos menos do nosso tempo.

Quando eu estava grávida do meu menino, as pessoas achavam exagerado, dois tão perto um do outro.
Uma vez uma senhora disse-me directamente que não vale apena ter muitos filhos, para depois deixá-los em todo o lado e não cuidar deles. Vão logo para a creche, para a avó, para a ama, para a escola...
Na altura não gostei do comentário. Hoje começo a compreeder. Talvez quando eu tiver a idade dela, a minha amargura de mãe que trabalha fora durante todo o dia, tenha fermentado mais e mais e me leve a proferir tais barbaridades.

As mães que vendem os filhos são uma merda, dizemos nós que os amamos.
E nós que trabalhamos?
Não estaremos também a trocá-los um pouco pelo dinheiro dos salários que recebemos?
Ás vezes, não me chega pensar que é por eles que luto pelo vida.

6 Comments:

Blogger mãe tataruga said...

Infelizmente temos que os deixar para virmos trabalhar. A senhora que fez esse comentario se calhar nunca precisou de trabalhar para sustentar os filhos. Se toda a gente pensasse como ela ninguem tinha filhos e já há tão poucas crinças....
Beijinhos

06 novembro, 2006 16:03  
Blogger docinho said...

Mas a vida é assim! Custa deixá-los, mas custa mais não lhes dar o melhor... qualidade de vida...
O amor... é dado pela intensidade não pela quantidade... infelizmente nada na vida cresce sem esforço, sem sacrifício!

Tu... és como eu... como tantas outras mães... quem critica não entende... azar!

Beijos aqui ao teu lado

06 novembro, 2006 16:44  
Blogger Ana said...

Eu nunca pensava o quanto era afortunada por poder estar com a minha filha todos os dias e horas desde que ela nasceu.
Mas agora que leio os blogs de muitas maes que trabalham e teem que deixar os filhos, as vezes ainda bebes numa escola, eh que eu dou valor ao privilegio que eh ter disponibilidade para educar os filhos sem ter a necessidade de os deixar.
Tenho uma grande admiracao por todas as maes que teem que trabalhar, porque calculo como deve ser frustrante e mesmo doloroso.

06 novembro, 2006 20:44  
Blogger Ana said...

Esqueci-me de desejar muitos parabens ao teu menino.

Parabens a voce
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.

Hei!Hei! Palminhas

Pronto ja fiz a festa, agora posso comer um bocadinho de bolo?

06 novembro, 2006 21:00  
Blogger keridalindinha said...

Oh! Minha querida, estás tão chateada! E para quê? Todos sabemos que amas os teus filhotes mais que tudo, todos sabemos que temos que trabalhar para lhes dar alimentação, roupa, conforto, educação...
As pessoas deixa-as falar, têm sempre o que dizer, se não trabalhásses falariam na mesma, , se tivésses muito dinheiro e não precisasses trabalhar continuavam a falar. Quem não tem o que fazer, e quem não tem vida própria fala sempre da vida alheia.
Eu fico triste todos os dias quando deixo a minha filha na ama, queria ficar com ela os dias inteiros, mas não posso e não a amo menos por isso.
Beijinhos.

07 novembro, 2006 11:16  
Blogger mariavicente said...

pois é mama, mas assim que nascem eles deixam de ser nossos, passam a ser filhos do mundo e por eles temos que trabalhar e lutar.
nao fiques tristes és uma mama linda e amorosa.bjs e tudo de bom p voces.

07 novembro, 2006 15:46  

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