segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Oito

Oito anos atrás
Todas as vozes sopravam a mesmas palavras
Agora são dois...
E ela ainda é tão pequenina...
Blá blá blá... blá blá blá...

Algumas mais atrevidas armadas em videntes
Agora dão trabalho mas isso não é nada...
Quando crescerem é que vai ser pior...
E aqui a sabichona atribuía-lhes uma considerável percentagem de quase idiotice.
Ora pois... talvez a coisa não fosse bem assim


Oito anos depois...
Vivem-se os limites das teimosias com saudades da febre dos dentinhos
Vivem-se os limites das respostas tortas com saudades das fraldinhas pintadas de castanho
Vivem-se os limites das embirrações com saudades das birrinhas dos 2 anos
Afinal não havia sabichona e ninguém tinha uma considerável percentagem de quase idiotice.
Cansa menos fisicamente mas... cansa mais psicologicamente


Daqui por oito anos, como será?
As vozes armadas em videntes continuam a soprar as mesmas palavras... pois... afinal eles ainda irão crescer mais.
Agora já acredito em tudo.

Hoje
Euforia, alegria, felicidade... bolos para decorar, prendas para abrir...
Que bom que ele existe!

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Acordei da minha picadela no fuso.

Fiz anos de casamento e fui jantar fora a dois, como dantes.
Num restaurante novo para nós, caro como tudo mas... sem olhar a despesas... como dantes.

A minha menina fez anos.
Pela primeira vez levou amiguinhos para festejar em casa.
Passei duas noites a pé a preparar tudo mas... adorei.

Aprendi a fazer bolos em forma de boneca.

Plantei flores novas.

Apetece-me voltar aqui e eis que estou de volta.
Apetece-me “rever” pessoal mas... muitas portas estão agora trancadas...

A quem me quiser abrir a porta... eu voltarei a passar por lá... como dantes.

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Que fartura

Há dias daqueles em que nada apetece.
Não apetece dar um passo, não apetece ver ninguém... nem sequer apetece pensar.
Ultimamente esses dias repetem-se seguidos atrás uns dos outros.
Após duas semanas de férias, que passei em casa onde tinha tantos projectos bonitos de alterações e acabei por não concretizar nenhum totalmente, eis que regresso ao trabalho com a sensação de “saí daqui ontem”.

Apetece-me ficar um mês sozinha em casa.
Com as minhas plantas, com a minha ausência de pensamentos...

Andei por alguns blogs, escrevi algumas palavritas tão reles que apaguei, e saí sem deixar marca.
Sinto-me vazia de objectivos, sinto que o mundo me escapa e não tenho coragem de correr para o agarrar.
Preciso parar o tempo, descansar de qualquer coisa que não sei o que é, e depois voltar à vida... como naquele conto em que a menina se picou no fuso e o palácio todo adormeceu.

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

As gavetas antigas, fechadas à quase dez anos, voltaram a abrir-se e a revelar tesouros.
Sim, tesouros. Porque todas as memórias fechadas durante uma década se transformam em tesouros.
Foi tão bom ver fotos que já nem imaginava como eram, de gente que passou na minha vida e que agora nasce de novo para mim.
Pen-friend’s, já nem me lembrava como eram.

Uma foto, um rosto, uma expressão.
Tive de perguntar se era eu.
Tão linda de casaco branco. O casaco branco da minha mana, na altura em que os nossos 4 anos de diferença nos começaram a permitir vestir a roupa uma da outra.
Foi difícil reconhecer-me. Nunca me senti assim tão linda.

Aquela foto trouxe-me à realidade.
Não abandonei apenas este blog e as pessoas que por aqui passavam.
Abandonei-me a mim também, lentamente e sem dar por isso.
Uso os mesmos brincos à mais de um ano, não uso fios nem pulseiras e apesar do calor contínuo de sapatinhos e meias, pois ainda não tive vontade nem paciência para arranjar calçado de Verão. Visto-me porque tem de ser, mas o que vier à rede é peixe, não conjugo cores de roupas e nem me sinto mal com isso.
Sinto-me bem a mexer na terra, a tratar de plantas e a lavar loiça à mão.

Apetece-me ser diferente.
Apetece-me ser bonita antes de ficar velha demais para o conseguir fazer. Apetece-me renovar o guarda-roupa.
Apetece-me ser simpática, sorridente e feliz.
Mas não tenho vontade nem paciência.
Sou feliz caladinha e discreta.
Os meus meninos dizem que eu sou linda.

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Hoje estou feliz!
Gosto de cá andar e quero ficar muito tempo.
Patetices á parte, a melhor idade é aquela que temos agora.
A que havemos de ter um dia... sabe-se lá se e como...
A que já tivemos... já era e já foi...

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

8 de Abril

563 a.C. - nasce Siddhartha Gautama, Buda, fundador do budismo

1320 - nasce D. Pedro I, filho do rei Afonso IV e de sua mulher, D. Beatriz de Castela

1455 - Afonso de Borga é eleito Papa e adopta o nome de Calixto III

1546 - O Concilio de Trento adopta a Vulgata como versão oficial da Bíblia

1640 - Sai de Lisboa a esquadra que leva ao Brasil o primeiro vice-rei nomeado para aquela colónia, o Marquês de Montalvão

1859 - Nasce Edmund Husserl, filósofo alemão

1909 - Nasce a minha avó, filha de Custódio e de sua mulher Elvira

1938 - Nasce Kofi Annan, político ganês

1950 - Morre Vaslav Fromich Nijinsky, bailarino e coreógrafo de ballet russo, nacido en Kíev

1973 - Morre Pablo Picasso, pintor e escultor espanhol

Há um século atrás, um pequeno pormenor, totalmente determinante para minha existência.
Levei umas florinhas côr rosa.

Malmequeres de palha são as únicas duraveis que tenho floridas agora.

Eu gosto de malmequeres de palha.

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

O sol brilha e o coração fica mais quentinho.

Depois da tremenda geada que queimou quase todas as plantinhas, olhar os seus troços destroçados de onde querem agora surgir à viva força minúsculos rebentos vivos e verdes, dá-me força para levantar o queixo na direcção do céu, cerrar os olhos com o excesso de luz solar, e sentir o calorzinho iluminando o rosto.

Tivesse eu tempo de sentar-me à esquina, chapéu na cabeça, agulha e linha remendando peúgos... que saudades de mim menina sentada nos pés da minha avó enquanto ela cozia ao sol morninho.

Sou mãe e sou filha.
Momentos há, em que me apetecia ser avó e ser neta.
As netas teem tempo para as avós.
As avós teem tempo para as netas.
As mães não teem tempo para as filhas.

Mas hoje sei que ao chegar a casa para almoçar, terei um sorriso à porta esperando por mim... férias de Carnaval... é bom.

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

De volta...?

Estou de volta... talvez.
A inércia dos dedos perante o teclado vencem a saudade dos sítios que deixei distanciar.
Eram tantos... mais de 100.
Muitas vezes pensei em reduzir, mas... mas...

Agora a redução está feita mas não por mim, não consegui.
No tempo que estive ausente muitas coisas mudaram, hoje não conheço os cantinhos com novas cores, perdi acessos a privados...

Tal como na vida real, também aqui distância com distância se paga.

Enfim... agora que são menos, sinto-me com vontade para voltar em força.

Talvez não aqui, não me apetece dizer, não me apetece pensar... só me apetece olhar, ver, ouvir... mantendo o meu silencio.

sábado, 31 de Janeiro de 2009

Cómico ou trágico?

O que é que sente alguém quando a pessoa com quem vive quase à 10 anos lhe telefona a meio do dia durante o preenchimento de uns papeis e... pergunta qual a sua data de nascimento?
E ainda admite que pensava que o ano era menos uma década do que a realidade?

O que é que sente alguém que vem do cabeleireiro (sitio onde não ia à quase um ano) e a o chegar a casa a pessoa com quem vive quase à 10 anos apenas tem para dizer "pensava que chegavas mais tarde".

O que é que sente alguém quando entre esses dois acontecimentos há apenas 4 horas de intervalo?

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

O homem da bateria


Eu não gosto de moelas e pronto.
Embora reconheça que uma pratinho de moelas bem decorado e apresentado, cheira bem e é apetitoso.

O mesmo se passa com barbas.
Reconheço que uma barba bem cuidada, no rosto certo, confere à personalidade um ar distinto, cavalheiresco e gentil.
No entanto... não gosto de barba e pronto.

Também não sou por aí além apreciadora de música jazz mas... assisti ao espectáculo, gostei bastante e só no fim dele é que... descobri que era musica jazz.
Dos intérpretes naturalmente sóbrios, destacava-se o baterista: um miúdo lindo com cabelo à Jesus Cristo, loirinho e com uma expressão facial que irradiava simpatia e gosto pela sua actividade.
Eu não lhe daria mais que uns 14 anitos.
Encantador. O meu menino também adora baterias.
Deve ser paranóia de mãe mas, cada vez que vejo um jovem a fazer algo bonito ou bem feito penso logo que poderiam ser assim os meus filhos.
Perdida em pensamentos do género ao som da música, sinto carregar no ombro esquerdo... um segredo da minha menina “mamã, o homem da bateria é mesmo bonito com aquela pêra”. Por momento fiquei perplexa: “não é um homem filha, é um rapaz”. “Tá bein” -respondeu-me
Para mim um miúdo... para ela um homem.
Lá vi então a barbinha loira... mas... e os 14 anos?
Talvez já tenha mais alguns em cima.

O 30 anos de diferença que tenho da minha filha, que não se notam a ver filmes da Barbie, que não se notam a vestir Nenucos, que não se notam a brincar com as flores... notam-se na forma como vemos os outros e talvez se notem ainda mais quando... quando ela começar a excluir-se dos festejos do dia 1 de Junho e para mim continuar a ser uma criança.

Tenho medo e tenho saudades.
Medo do futuro, saudades do passado.
E para cúmulo, cúmulo dos cúmulos...
Tenho saudades do presente.

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Um dia a menos


Quando eu era pequenina dizia que ela era a minha tia preferida e adorava ir a sua casa.
Tinha sempre um lanche com chá e fatias douradas.
O chá era servido em chávenas e as fatias douradas eram quentinhas.
Tudo era degustado na mesa do barracão onde havia uma chaminé de fazer lume e pilhas de grades de cerveja Cergal e de sumo com um nome que agora não me lembro.


Os seus bolos eram muito famosos nas conversas em minha casa mas nunca a tinha visto fazer nenhum, até um dia.
Nesse dia via-a pegar na forma e untá-la com banha.
Até parecia mal untada com pequenos nózinhos de banha mal espalhada. Os ingredientes foram misturados sem grande cerimónia, despejados para a forma e enfiados no forno.
Sinceramente, no meu entender de criança, não dei muito por aquilo mas... ainda hoje, já com a memória do momento um pouco desvanecida pelo tempo, me parece impossível com foi possível o bolinho ter saído tão bom, nem cru nem queimado, e ter saído tão bem da forma.
Quem tem talento, tem mesmo.

Agora ela foi embora e não vão ser as lágrimas que já derramo, as orações que poderei rezar, ou as flores que poderei levar-lhe, que vão permitir-me viver com ela os momentos que podia ter vivido e não vivi.
Porquê?
Porquê é que no meio das nossas actividades diárias não encaramos verdadeiramente de frente a realidade de que um dia tudo vai embora e depois não há mais hipótese?
As pessoas que temos não são um dado adquirido que teremos sempre e podemos deixar para amanhã. Não, não são.
Estou tão triste, tão desgostosa.

Estou mais pobre.

segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Sete aninhos

Tempos houve em que não soube lidar com a minha própria idade.
Tempos houve em que cada vez que fazia mais um ano, achava demais.
Hoje aceito com naturalidade que tenho.
Aceito a meia dúzia de cabelitos brancos que caço com a pinça antes que cresçam e continuo a não me conseguir habituar a usar diariamente um cremezito anti-rugas.
Os meus meninos foram a razão de não me importar de os contar em mim própria.

Já quando são eles... sou acometida de ataques de saudades e a pergunta “onde está o meu bebé?” ecoa-me do fundo da alma.
É bom vê-los crescer, vê-los progredir, vê-los tornarem-se cada vez mais neles próprios, mas dia a dia vão ficando saudadinhas daquilo que já foram.

Um dia, se Deus quiser, olharei para ela e verei uma rapariga linda, jovem, cheia de vida, um rosto de pele sedosa e sem rugas... e verei nela um reflexo de tudo aquilo que eu fui ou quis ser.
Um dia, se Deus quiser, olharei para ele e verei um belo rapaz, jovem, cheio de vida, um rosto de barba bem aparada e sem rugas... e verei nele um reflexo de tudo aquilo com que eu sonhava enquanto jovem.
Um dia, se Deus quiser, olharei para mim e não verei nem rugas nem cabelos brancos, não verei varizes nem pneus, não verei peitos descaídos nem rabo flácido... não verei velhice mas sim orgulho.
Um dia se Deus quiser, olharei o espelho e ele me mostrará a árvore majestosa da qual brotaram aqueles dois maravilhosos frutos.
Será que nesse dia ainda me perguntarei “onde está o meu bebé?”

Ontem o meu menino fez anos.
Deixei de poder dizer que é tão bom ter um menino de seis anos.

Mas hoje posso ver que está igualzinho a ontem e muito mais feliz porque já tem 7 anos.

Foi tão bom ter um menino de seis anos.
É TÃO BOM TER UM MENINO DE SETE ANOS.

terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Haja paciençia

Quem tem ou teve miúdos pequenos sabe (e se não sabe é porque teve sorte ou então delegou em alguém a sua educação), que muitas vezes, embora o amor de mãe seja sempre colocado em primeiro lugar, muitas vezes a paciência atinge o limite e temos a necessidade de sucumbir escondendo-nos atrás de um tom de voz mais elevado ou em casos limite até mesmo de uns belos "berros".
"Berrar" é estúpido. – Dizem vocês.
Ah, pois é! Mas quem "berra" são os outros. Nós próprias, só falamos um pouco mais alto ou quando muito somos mesmo obrigadas a gritar.
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Temos mobília nova na cozinha.
Três anos depois da mudança para a casa nova, colocamos então a mesita e as cadeiritas a condizer com os armários e bancadas previamente instalados.
Como todo o Santo enquanto é novo é festejado, agora a mesa e as cadeiras da cozinha são as nossas meninas dos olhos, até jantar de inauguração houve.
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Ontem à tarde (qualquer família sonha com uma tarde do Domingo ensolarada para fazer coisas boas), papá trabalhando, mamã atarefada com as roupas, crianças brincando livremente pela casa.
Do exterior eu podia ouvir os diálogos vindos da cozinha. Mano para cá, mana para lá, risos, palavras, alegria...
Entrei...
No chão pedacinhos minúsculos de papeis recortados. Na mesa tesouras, x-actos,
marcadores, cola, guaches, purpurinas...
Parecia um atentado de vandalismo ás minhas coisitas novas.
Nada que umas breves palavrinhas em tom firme e ligeiramente mais elevado não pudessem resolver e teríamos visto miúdos zelosos e sem esforços de argumentação a mudar o "poiso" do seu caos. Sim, porque no que respeita ás divergências sobre os conceitos de arrumação entre miúdos e graúdos, há muito que as vias diplomáticas se encontram esgotadas até à exaustão.

Mas no meio do caos da minha tormenta reinava uma alegria infantil, uma candura diabolicamente angelical que secou a minha garganta e as palavras não saíram, nem altas nem baixas.

Encostei-me à ombreira da porta e fiquei a ver, ali mesmo na minha frente, em que é que se tinham transformado dois meses do meu salário.
Não, não pensem que são móveis de palácio. Na verdade até não é lá grande coisa de mobília mas... na verdade eu também não tenho lá grande coisa de ordenado.

Elevei o olhar para o tecto... fechei os olhos...
senti uma vontade tão grande de bater com a cabeça na parede...

"Mamã, recortei para ti, toma... um triângulo... um copo... um vaso... um coração..."

Porquê é que as mães gritam ás vezes?
Porque estão loucas?
Ou para não darem em loucas?

quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Aquele “encanto” de correr blog’s, conhecer novos cantinhos... passou.
Começaram a ser tantos, a consumir tanto tempo e energia que... a vontade acabou mesmo.
No entanto, de toda essa “expansão”, algumas vidas, algumas histórias, algumas pessoas são muito mais de que uma simples parte dessa “expansão”.
Vou deixar muitos, muitos mesmo... mas não todos.
Há muitos blog’s que só retribuem comentários, praticamente é o que eu tenho feito nos últimos tempos embora não seja bem essa a minha politica. Aliás, nos últimos tempos nem isso tenho feito.
Não gosto daqueles contadores de visitas que anunciam a localização.


Olhando agora para a rua e ao vê-los passar pergunto porque razão será que os distribuidores da Dica, o jornal do Liddl teem sempre tão mau aspecto?
Se bem que a roupita que envergam não seja lá muito ao meu gosto, não é a isso que me refiro mas sim ao ar carrancudo e pouco simpático.
Quanto custa um sorriso?

quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

terça-feira, 16 de Setembro de 2008


Foi tão bom trazer uma bebé a este mundo.
Foi tão bom ter uma menina com um aninho.
Foi tão bom ter uma menina com dois aninhos.
Foi tão bom ter uma menina com três aninhos.
Foi tão bom ter uma menina com quatro aninhos.
Foi tão bom ter uma menina com cinco aninhos.
Foi tão bom ter uma menina com seis aninhos.
Foi tão bom ter uma menina com sete aninhos.

Estou crente que será tão bom ter uma menina com oito aninhos.

Hoje os meus pensamentos enrolam-se em turbilhão e percorrem cantos esquecidos da memória de à oito anos atrás, obrigando-me a uma força permanente para contenção das lágrimas.

Não é tristeza mas sim saudade.

Saudade do tempo que passou e do que vai passar, porque até mesmo antes de chegar já sei que não o viverei o suficiente para ficar satisfeita.
Queria ficar hoje, pelo menos hoje, todo o dia com ela, só com ela.

Até ficar farta.
Acho que assim eu seria feliz.

Compor os seus caracóis, fazer bolinhos, comer rebuçados, ler livros, dizer anedotas, andar a pé, plantar flores, ir ás compras, ouvir milhares de vezes "mamã adoro-te", tirar fotos com óculos e sem óculos, vestir roupa nova... tudo até enjoar e querer passar ao dia seguinte.

Ela está na escola, feliz.
Eu estou no trabalho, a pensar sempre nela.

Hoje mais do que em qualquer outro dia, tenho inveja dos receptores de todos os seus sorrisos que a minha vista não pode alcançar.

É tão bom ter uma menina que faz anos e gosta.

sexta-feira, 12 de Setembro de 2008



Começou a escola.

Para eles o regresso com saudades, a alegria...
Para mim o voltar do corrupio, as pressas à noite, as pressas de manhã, as preocupações acrescidas.

Este ano não gostei da escola, não gostei do funcionamento.
Não gostei da nova relação entre pais, professores, auxiliares e espaço escolar que parece que será adoptada – distância.
Mas perante os meus meninos gosto tanto quanto é bom que eles gostem e estou tão feliz quanto quero que eles lá se sintam.
E eles estão felizes.
Os braços abrindo-se e pousando em câmara lenta sobre os ombros da professora, num abraço tão meigo, deixaram-me assim com ciúminhos.

Aquela professora tem tudo o que uma mãe precisa na professora da sua filha.
Para mim é um conforto.

sábado, 23 de Agosto de 2008

Uma crise sem nome

Tenho andado afastada daqui.
Estou bem mas... não tenho nada para dizer.
Devo estar a passar por uma qualquer crise desconhecida ou sem nome.
Acho tarde para ser a crise da adolescência.
Acho cedo para ser a crise da meia-idade.
Ando numa fase que só duas coisas me dão interesse: fazer ponto cruz e jardinar.
Cortar ramos, apanhar folhar, mudar plantas, mexer na terra.
Hoje não vou querer saber de limpar pó, aspirar, arrumar... que se lixe!
Hoje vou fuçar no exterior. Vou “renovar” as plantas, vou ser feliz de tesoura na mão por umas boas horas.
Tenho 120 plantas em vaso, mas não tenho máquina fotográfica digital, não gosto, não quero.
Mas se tivesse as minhas plantinhas estariam aqui.

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

O fogão – aliado indispensavel, inimigo mortal

Quase nada me atormenta ao ponto de querer deixar decidido o que devem fazer comigo quando eu deixar este mundo.
A roupa a vestir, a côr das flores... tudo isso são pormenores que apenas confortam (ou desconfortam), quem cá fica.
Apenas uma coisa me arrepia quando penso em cremação, da qual eu não conheço rigorosamente nada apesar de estar tão em “moda” – as chamas no cabelo.

Bifinhos de peru com molho de cogumelos acompanhado de ervilhinhas do quintal – almocinho saboroso, rápido e fácil.
Tacho arrufado.
Chama apagada.
Gás a sair sem ser queimado.
Automaticamente acendo o isqueiro.
Uma nuvem de chama espalha-se na minha frente.
Apesar do calor do dia tinha enfiado a primeira blusa que me apareceu à frente – com manga a três quartos – talvez os adultos também tenham um anjinho da guarda.
Senti uma onda quentinha envolver-me as pernas, o peito.
Um cheiro a musgado.
Vi o rasto de chama dirigindo-se a uma pinga de gordura caída na bancada – felizmente era pequena.
Soltei um grito.

"Alguém" veio ver o que se passava.
O gáz espalhado não tinha sido muito... por isso não viu nada.
"Cheira lá a minha cabeça".
Não notou o cheiro a musgado.
Viu que o almoço estava bem encaminhado e foi embora tranquilo sem qualquer comentário ou atenção.

E foi aqui que o meu mundo desabou e as lágrimas jorraram.
Soube tão bem o "abraço" da fresquinha parede de azulejos brancos á qual me encostei tapando o rosto com as mãos.
O que verdadeiramente me assustou foi o pouco caso.
Seria preciso eu arder inteira ao ponto de não conseguir aprontar o almoço para que alguém ao menos me perguntasse o que se tinha passado?

Podia não se notar mas eu precisava de um abraço.
Não tenho mãos peludas mas... os microscópicos pelinhos louros tinham a pontinha preta e enrolada.

Chorei com soluços.

Tomei banho de chuveiro.

Chorei.

Não almocei.

Chorei.

Á noite...
foi difícil adormecer.

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Ouvido de passagem


O menino falava com o pai enquanto se passeava na loja pela rua das prateleiras dos brinquedos de meninos – nas lojas chinesas estas prateleiras encontram-se sempre bem povoadas daqueles brinquedos que nos últimos anos teem escasseado bastante no mercado: pistolas, espingardas, espadas e afins.

"- Quero ête, quero ête, quero ête"
"- Esse não, esse é dos homens feios, e maus"
"- Eu já sou feio"
"- Não és nada feio. Não és nada feio que eu não quero que sejas feio."


Instintivamente olhei para o menino a fim de confirmar a sua beleza.
E não era feio pois não, era tão bonito quanto pode ser uma criança de talvez 4 anos com um bonequito de peluche debaixo do braço.

Eu também não quero que o meu menino seja feio, mas não consegui evitar que surgisse no meio dos seus brinquedos uma “pitola”. O papá também tem uma para “assustar os ladões”.
E é aqui que “bate” a questão:
Brinquedos violentos, permitir livremente, proibir ou ensinar a utilizar com os cuidados a ter como se fossem verdadeiros?

Será que a proibição total não irá fazer com que o desejo de ter vá avivando cada dia que passa, até chegar a tal idade perigosa?
E aí... o fascínio é tal que já não se prende a brinquedos e... as verdadeiras, poderosas, com capacidade de “eu quero e assim será”... algumas são mesmo autenticas obras de arte.
Eu as aprecio pela sua beleza, tenho orgulho em ter boa pontaria (atirar com pressão de ar em caixa de fósforos foi tudo o que fiz, mas não interessa, acertei e isso é que vale), mas... e o meu filho como será?

Tenho medo de armas.

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

De volta

Foi bom, muito bom...
Mas como tudo o que é bom, agora que passou pareceria quase irreal, não fossem as malas ainda meio por desfazer servindo de “centro de chão” da sala da cave.

Estou feliz por ainda não ter aderido à fotografia digital.
Logo à tarde após a ida ao fotógrafo será o reviver emocionante de momentos passados e quem sabe até já meio esquecidos, pois vezes há em que como tudo é novo o cérebro não regista certos pormenores.

Ontem estendendo a roupa até me dava arrepios só de pensar que na noite anterior tinha usado a aquela blusa tão “pesada”.
Agora entendo o drama dos não Alentejanos que quase “morrem” assados ao pisar estas terras. Drama que para mim sempre foi motivo de divertimento (sem ofensa para quem possa já se ter sentido quase um frango no churrasco).
Depois uns dias talvez a 24ºC – 27ºC, os 42ºC marcados no carro durante a viagem souberam-me tão bem.
Os meninos voltaram a dormir com pijaminhas de calções e sem manga... é bom estar em casa.

segunda-feira, 30 de Junho de 2008

FÉRIAS

Pela primeira vez na minha vida (exceptuando a altura do casamento e lua-de-mel), consegui marcar ferias sem sofrerem alterações de data e em simultâneo com o papá.
Bom bom teria sido um mês inteirinho mas... com 15 diazitos já ficámos todos felizes.
Pela primeira vez na nossa vida projectamos e conseguimos 15 dias de férias fora de casa.
Depois de tudo marcado sabemos que as actividades “lectivas” da menina terminam mais tarde.
Ok, vamos 5 dias mais tarde. Ainda temos 10.
E foi justamente para o meio desses 10 que foi adiado um compromisso profissional, pessoal e social ao qual seria de péssimo tom que o papá faltasse.
Digam-me, será que merecíamos isto??
Mas enfim... vamos felizes!!

sábado, 28 de Junho de 2008

Miúdos fora de casa, eu e o papá aproveitámos a noite em que podíamos meter carro à estrada sem pulseiras contra enjoo e regresso sem hora e fizemos uns bons quilómetros.
Fomos à feira... há anos que não ia a uma grande feira à noite.

E ele estava lá... Meus olhos inundaram-se ao recordar tempos passados e ali permaneci imóvel e sonhadora durante longos minutos.
Agora está mais novo, mais moderno e já não faz tanto barulho a andar... o seu barulho característico é agora muito menos característico.
Por momentos duvidei até que fosse o mesmo.
Mas as tabuinhas pintadas a toda a sua volta parecem querer confirmar que é de facto o mesmo.
E a voz do homem que gritava ao microfone nos meus primeiros anos de escola secundaria já não se ouve mas ecoava maravilhosa e saudosamente no meu cérebro enquanto via os cavalinhos rodando, rodando... "E máááis uma voltííínha no Suuuupér Sélllllva".
Só que antes, o Super Selva era para gente grande... agora os tempos mudaram e... o Super Selva gira e gira carregado de "miúdos"...

E foi ali, naquele momento, que eu percebi o quanto "cresci".
Aquela miudagem que ali se diverte, tem exactamente o mesmo tamanho que eu tinha quando já era grande.
Eles também acham que o são... tal como eu achava.

quinta-feira, 19 de Junho de 2008


"Mamã, casaste por amor?"
"Gostas do papá?"
"Se não gostasses do papá, separavam-se?"

E tudo isto por que num qualquer filme da Barbie, a rainha do não sei quantos disse á princesa não sei quê, que "não é preciso amor para casar".

O que responder à última pergunta?

Dizer não e dar uma ideia de que o casamento é um fardo que se suporta independentemente de tudo e de todos?
Dizer sim e dar a ideia que o casamento é como uma sopa que um dia gosta-se e come-se e no outro está salgada e deita-se fora?
Qualquer das respostas poderia não deixar muito bem definida a minha posição na nossa vida familiar.

Tanto poderia pensar que ficava sem querer como que poderia partir a qualquer momento...

Eu não queria dar aos meus meninos uma educação muito antiquada mas... também não gosto da faceta moderna em que o casamento se faz e desfaz com a mesma tranquilidade de quem lava os dentes.
Queria que tivessem a noção que um casamento se faz para ser feliz mas que por vezes a felicidade se faz com alguma luta e trabalho, que pode não vir apenas caída do céu.

Se um dia por algum motivo me separasse não sei como sobreviveria às partilhas.

Quem ficaria com a cama de casal com metade vazia?

Quem ficaria com o poster do casamento e o álbum?

Quem ficaria com os passarinhos?

E os filhos?

Oh!... Dor de alma!.., quem ficaria com os filhos... e a parte da vida deixada em branco????

Sinceramente... preferia a idade dos porquês.

As perguntas eram muito menos difíceis.
Mas a cada dia que passa sinto mais que me é pedida a justificação clara e precisa das minhas próprias interrogações, dúvidas a até receios.

Ser mãe é aprender junto com eles.
Ser mãe de um bebé não é o mesmo que ser mãe de uma criança.
E ser mãe de um jovem... aí é que a porca troce o rabo (salvo seja), talvez porque o desconhecido possa ser mesmo o mais assustador.
Há jovens tão parvos... e há jovens tão lindos e tão doces...
Queria tanto que os meus viessem a fazer parte do segundo grupo.
Tenho esperança... tenho esperança que o tempo vá passando e quando eu der por isso... já lá estou e perfeitamente adaptada.

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

26 de Maio

Se hoje um anjo me desse a hipótese de mudar no meu passado tudo o que eu quisesse...
Não sei, acho que deixaria esgotar o prazo sem me decidir.
E no final talvez ficasse feliz por não ter tido tempo de fazer as mudanças.
É todo o conjunto de momentos bons e maus, perfeitos ou imperfeitos que fazem de mim a pessoa que sou hoje, tão importante para alguns e tão desnecessária para outros, como aliás toda a gente o é.
Envelhecer em idade não é mau, seja qual for o patamar em que estejamos, desde que tenhamos crianças à volta. Elas transformam o momento na mais espectacular das festas.
Se à mulher fosse dada a hipótese de ter um filho de 5 em 5 anos durante toda a sua vida, ela jamais ficaria triste por fazer muitos anos.
Quando os meus meninos nasceram, eu olhava para os dois e achava falta de um. Nunca percebi porquê.
Pensei que viria um terceiro quando estes tivessem 5 e 6 anos... agora estão com 6 e 7.
Não há terceiro e não vai mesmo haver, mas continuo a guardar tudo dos meus meninos como se ainda fosse utilizar. Porquê?

Ainda tenho tanto para viver, tanto para sonhar...
Tenho tanto tempo para fazer o que nunca fiz e tanto tempo para sentir que nunca conseguirei fazer tudo o que há para fazer.
Gosto da idade que tenho.
Ainda não sinto vontade de ser mais nova. Ainda não cheguei lá. Talvez seja de hoje a um ano... a ver vamos.

terça-feira, 20 de Maio de 2008


Depois de um fim-de-semana de doidos, com tanta coisa para fazer, sem tempo para nada, com miúdos a embirrar e adultos a não colaborar, eis que inicio uma semana de trabalho de tal forma que a minha ideia era fazer um post assim mesmo:
“A quem, por qualquer motivo na sua vida, já se sentiu um dia um autêntico monte de estrume, eu peço que por favor me diga, como fez para que esse dia terminasse mais depressa.
Mas acabei por descobrir por conta própria e agora posso dizer qual o remédio para esse tão grande mal a que pomposamente chamamos falta de auto estima.
Nada mais nada menos que... ir ao dentista.

Sempre fui, continuo a ser e provavelmente sempre serei, aquele tipo de pessoa que vai a todo o lado desde que tenha o apoio de alguém ou o faça por alguém.
Sozinha... só por mim... não vale muito a pena.
Não sou fanática por brincos, nem por malas, nem por sapatos... ando vestida pois claro mas não tenho daqueles guarda-roupas de princesa e o cabelo é penteado em casa e cortado só quando precisa.

Mas há uma coisa em mim com a qual tenho um especial cuidado: os dentinhos.
Não tenho nenhuma dentadura deslumbrante nem daquele branco imaculado que alguns sorrisos exibem mas... são meus.
Tantas vezes me vem a cabeça a imagem do meu avô sentado à chaminé caiada com oca, a comer pão com linguiça. A linguiça era bem difícil de comer sem dentes.
Porque é que sempre que penso em momentos passados as lágrimas parece que adquirem a força de um repuxo? Não, agora não posso.

Há três dias que andava com um dentinho partido.
Uma daquelas coisas a que eu chamo "montão de dinheiro" mas que o excelentíssimo dentista insiste em chamar de “grande reconstrução”, não aguentou a mastigação da torradita e pronto... lá vão 60 euritos.

E é aqui mesmo que bate a maluqueira toda.
Um dente que não se vem nem no mais escancarado dos meus sorrisos, que não muda em rigorosamente nada a minha imagem, que ninguém sabe como está nem como esteve, teve o poder de me fazer sentir vontade de sorrir, de falar mais simpaticamente com as pessoas e de me ver mais bonita no espelho.
Me fez sentir que o sol quando nasceu... foi para mim também.

Não compreendi como foi possível... mas não faz mal.
Fiquei tão bem.

domingo, 4 de Maio de 2008

Mãe

Os filhos dela gostam de batatas fritas e douradinhos mas todos os dias comem sopinha que também gostam e muito.
Os douradinhos vêem a seguir de longe a longe.

Gostam de bolicau mas levam para o lanchinho pão com fiambre ou queijinho que também gostam e muito.
Os bolicaus vêem... de longe a longe.

Gostam de sumo de garrafa mas bebem sumos naturais que também gostam e muito.
Os de garrafa vêem em dias de festas e os refrigerantes não fazem parte.

Lavar os dentes nem sempre apetece mas todos os dias os lavam e adoram ficar com beijinhos perfumados.

Leitinho... bebem tanto e sempre natural que eles gostam e muito.
O chocolate vem apenas de vez em quando.

Teem dezenas de filmes em DVD mas são capazes de ver apenas uns dois por semana.
Também gostam de brincar e muito.

Não gostam de interromper a brincadeira para fazer as coisas da escola e não o fazem... porque são feitas antes da brincadeira começar.

São bons alunos, andam bem nutridos, bem vestidos e são felizes.

Serão estes meninos, filhos de uma má mãe???

segunda-feira, 28 de Abril de 2008

A culpa é da toalha.

Eu sempre quis ter uma família com o modelo tradicional.
Como aquela em que nasci.
Meninos na escola, adultos no trabalho, pequeno-almoço de manhã, todos juntos sentados à mesa para as refeições, vigília durante o dia e a noite para dormir.
Mas também sempre soube que, com a pessoa que escolhi para formar uma nova família, esse modelo estaria inevitavelmente comprometido.
Refeições com a família complecta... se forem 3 por semana já é semana de festa.
A colcha da cama não serve durante a semana quase toda porque há sempre quem durma... ou de noite, ou de dia.
Passamos dias sem falar porque quando chego está a dormir e quando vai embora durmo eu.
Mas hoje é diferente.
Hoje é “oficial” e vai mesmo para fora.
Hoje sinto-me só e desamparada.
Mas porquê?
Porquê?... Se afinal de contas vai voltar muito antes do que nos encontraríamos se estivéssemos no habitual desencontro de horários?
Eu sei porquê.
Já não é o não conversar, já não é o não o ver, já não é o ter que explicar aos meninos o porquê de não poder quase nunca programar o próximo fim-de-semana... a isso já quase nos habituamos.
Por vezes basta uma caneca suja de leite esquecida em cima da bancada, o chuveiro molhado ou uma peúga chulézenta caída na escada por descuido, um aroma de after shave pairando pela casa quando não é usado por nenhuma das pessoas presentes ou o carro estacionado de forma diferente de como eu havia deixado... basta qualquer pormenor para estabelecer contacto, para saber que “está aqui” e é nosso.
Mas hoje ele foi e levou a toalha.
A toalha de banho... o estojo da barba e a escova de dentes.
E é esse pormenor, de aparente pouca importância que afinal de pouca não tem nada, que faz a grande diferença, que marca a ausência tão breve mas tão profunda...
É o chegar a casa e encontrar tudo tal como deixei... nem mais arrumado nem mais desarrumado.
Não gosto. Não me deixa feliz.

terça-feira, 15 de Abril de 2008


Que coisa meiga você é?

E eu esperava tudo menos isto!
Nem sei como interpretar!

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

desabafo

Hoje vou-vos pedir que façam um exercício de imaginação.

Imaginem que no vosso local de trabalho, onde na maioria das vezes se encontram a trabalhar sem colegas, se vendem televisões.
Alguém compra uma televisão e no dia seguinte está de volta para a trocar por outra porque naquela não consegue entender o funcionamento do telecomando.
E ao 2º dia volta novamente porque também não consegue entender a segunda.
Mesmo depois da explicação feita umas milhentas vezes sem qualquer demonstração de interesse em perceber, continua a querer o “problema resolvido”.
E que se não se resolver o problema lhes dá com uma coisa “pelos cornos”.

Já imaginaram?
Pois para mim não foi imaginação, foi real.

Dei como exemplo a televisão, mas não se tratou de televisão mas sim de um outro aparelho que depois de posto a funcionar não tem volta possível.
O responsável pela área como sempre nunca está quando faz falta, e assim se vão dois dias do meu trabalho ao ar por causa daquela macaca gorda de baixa formação educacional.
E para que a quem anda a par das notícias da televisão, não surjam dúvidas de que eu trato todas as pessoas da mesma forma, devo acrescentar que a macaca gorda é branca e gorda. E se fosse magra e verde seria macaca magra exactamente com o mesmo desprezo.

É horrível sorrir para uma pessoa e fingir que não entendemos quando o que nos apetece mesmo é furar-lhe os olhos com um guarda-chuva.
Nunca ninguém se me tinha dirigido nestes modos.
Nunca a tinha visto, nem aquela p*** de m**da me conhece de lado nenhum.

Como levei a coisa na boa não houve alarido (agora sei eu e sabem voçês), mas por dentro deixou marcas muito profundas.
Estou triste.
Estou revoltada.
Estou farta de pessoas e não me apetece voltar ao trabalho.
NÃO QUERO aturar ninguém.
Estou saturada.
Estou em baixo.

Desculpem alguma expressão menos própria.

Quem me dera poder escrever o post anterior numa outra data.
Quem me dera.

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Novidade do dia



Ora pois bem, cá vai a novidade:

Tive sorte e ganhei a lotaria.

Eu nem queria acreditar!

À volta de 350 mil Euros!

Eu nem sei bem quantos contos são!

Mas o que já me está a dar a volta à cabeça são as mais valias que irei pagar, pois ao que eu sei não são livres de impostos.
Se ao menos o prémio fosse mais pequeno eu não pagava tanto, não era?

E é aí que vocês entram!
Decidi sortear 10 mil Euros!

Hoje sou rica e não quero ver ninguém pobre!
Tenho dinheiro para distribuir!

terça-feira, 18 de Março de 2008

A alimentação dos homens

Quando eu era criança e dizia que tinha fome, muitas vezes diziam-me em tom brincalhão: “Tens fome, engole um home(m)”.
Era uma expressão muito usada.

O meu menino ontem quase a horas de jantar
“Mamã... tenho fome”
“Tens fome, engole um home”
“Não posso mamã. Um homem sou eu, pu isso tenho de comei é uma mulhéi. Não posso comei um homem.”

Não consegui perceber qual a sua lógica...
Mas acredito piamente que não terá sido a primeira que me veio á cabeça.

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Quando se tem dois filhos...

... é tudo a duplicar.

sexta-feira, 14 de Março de 2008


Eu tinha 19 anos.
A “epidemia” começou na sala de trabalho de mais de 20 pessoas e apanhou quem ainda nunca tinha sido apanhado.
A minha borbulhita da barriga (à qual eu achei imensa graça, pois já conta com isso), foi a primeira de tantas e muitas.
Nessa altura passou na televisão “O predador”.
O filme anda lá por casa desde essa altura e ainda não o consegui ver.
A imagem que vinha na revista TV Guia era a de um rosto borbulhento e horroroso... tal qual estava o meu.
A varicela no meu rosto não deixou marcas permanentes na pele, mas deixou-as bem vincadas na “alma” ... até hoje.

Quem me diria a mim, naquela altura, que não tendo coragem para ver o filme, seria daí a mais de uma década que veria assim parecido um rostinho ainda mais amado por mim que o meu próprio?

O meu menino está cheio de pintinhas.
Eram pintinhas... foram pintinhas, agora já não são pintinhas.
Andava feliz mas quando se viu ao espelho também esmoreceu.
Não gostou... eu também não.
Mas é um doentinho com muita paciência, já voltou a ficar feliz... eu ainda não.

Mas quando tiver 19 aninhos... vai poder ver “O Predador” sem impressões.
Valha-nos isso.

segunda-feira, 10 de Março de 2008

Pequenos nadas que podem contar muito


A minha menina sabe o que são ciganos, tem vários na escola e é amiga de alguns deles.
Com a mesma naturalidade com que identifica as pessoas para as descrever como sendo a que tem blusa azul ou a mais alta ou a dos cabelos compridos também diz a que é cigana.
A minha menina também sabe que há pessoas brancas e pessoas pretas.

Agora anda na fase das anedotas e adivinhas.
Ontem:
"Mamã, o que é que fazem três pretos dentro de um automóvel vermelho?”
Veio-me de imediato á cabeça a noticia que li a semana passada no jornal sobre um professor posto em tribunal por chamar preto a um aluno (“Entra lá, ó preto” – acho que foi mais ou menos isto).
"Um KitKat"
Um KitKat não tem três barrinhas, pois não?

Por momentos fiquei sem saber se rir ou se dizer que não tinha piada nenhuma, se entender como anedota engraçada ou como piada racista.

Optei por rir, afinal na minha qualidade de alentejana também sou super massacrada e não me ofendo por isso.
Abominar aquela anedota é que talvez fosse marcar a diferença.
Não sei a cor de quem entra aqui, mas se soubesse diria a mesma coisa e teria as mesmas dúvidas... talvez só no futuro possa saber se o que faço agora é bom ou mau.

Não quero que os meus meninos cresçam na ilusão de que todas as pessoas são iguais.
É certo que toda a gente é pessoa, mas não há duas pessoas iguais.
Toda a gente é diferente independentemente da cor, raça, sexo ou religião.

O que quero é que cresçam com a noção de que todas as pessoas são pessoas.
O que eu quero... a ver vamos se além de querer também vou poder.

E já agora...

O que é que fazem 17 alentejanos à porta do cinema?

terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Para que serve o bolso traseiro?

Já vai para lá de uma década, eu trabalhei numa linha de costura em que o meu trabalhito era... fazer bolsos traseiros em calça de homem.

Muitas delas era para exportação - talvez por isso nunca tenha visto passar na rua nenhum traseiro onde eu tivesse posto a mão.

Muitos dias depois de fazer 400, 500, ou até 600 bolsos traseiros (ou algebêras do cu - como ainda se diz por aqui), eu, já tão farta daquilo, pensava o quanto era desprestigiante para mim ocupar o meu tempo com uma coisita que até nem tem grande utilidade.

Qualquer coisa é mais importante que o bolso traseiro: a braguilha, o cóz... até as próprias bainhas.

E ainda hoje, a não ser para as namoradas descansarem a mão que pende para trás quando caminham abraçados, ou para guardar cromos do Bollycao como é o meu caso agora, a única coisa que me acorre para que eles sirvam é para alterar a forma dos bilhetes de identidade.

Mas afinal, talvez eles sirvam também para chocar dinheiro tal como a galinha choca os seus ovitos, será?

Surgiu-me esta ideia recentemente, quando me fizeram um pagamento com um cartãozito Multibanco ou Visa, com a formazita da nalguita e ainda por cima... quentinho quentinho.

Pode não fazer sentido mas... não gostei.

Achei de mau tom.
Bem visto, bem visto, acho até que prefiro aquele dinheiro que quando se abre a caixa registadora espalha no ar um cheirete a bolas de naftalina.


Bolas de naftalina...
ternas recordações de infânçia me traz o seu "leve" aroma.

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Sempre adorei ir a casamentos...
e sempre fui a tão poucos.
Adorava a brancura dos vestidos de noiva...emocionava-me com o som do arrastar da cauda do vestido pelo corredor da igreja... delirava com a indumentária do meu acompanhante (homens de fato e gravata sempre foram um coisa linda para mim). Era tudo tão lindo...
Agora muitos dos vestidos de noiva já não têm cauda e não são brancos e alguns nem sequer são de cor creme ou beje.

Eu casei de branco numa altura em que já me diziam que branco já não se usava.
Experimentei tantos vestidos... e também vesti um sem ser branco.
Senti-me como se tivesse acabado de sair de uma poça de lama... parecia que me tinham sujado o vestido, faltava-me brilho...
Aí senti que tinha de ser mesmo branco, daquele branco que brilha ao sol.
Enfim... gostos não se discutem, todos teem sentido e todos podem parecer ridículos a alguém.

Mas tirando tudo isso, irei no próximo mês ao terceiro casamento nestes últimos oito anos e vou muito feliz.
O pior... o pior é que me sinto tão desactualizada e com tão pouca experiência em eventos do género que não sei o quê ou quanto, é que “está na moda” oferecer-se de prenda.

Preciso das experiências de quem por aqui passar.
O que é hábito dar-se?
O que sabe melhor receber?
O que posso levar, para alem da minha presença, que não seja exagerado (porque a vida não está para exageros), mas que também não me deixe envergonhada e não seja uma coisa sem interesse para quem recebe?
Somos dois adultos e duas crianças de 7 anos.

Mais uma vez... conto convosco.

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Desafio

Recebi da Lau este desafio que consiste em dar a sua opinião sobre os 20 assuntos e depois indicar mais 7 pessoas para fazer o mesmo.


Aqui fica então:

1-VIDA - um dom concedido por tempo limitado.

2-AMOR - sentimento nobre para quem o souber "utilizar".

3-CASAMENTO - junção de duas partes que se completam.

4-FAMILIA - raízes e continuação da vida após a morte.

5-DINHEIRO - metal ou papel mal cheiroso que todos apreciam (se eu cheirasse assim sempre quero ver quem se aproximaria de mim).

6-HOMEM - animal racional que por vezes não se lembra que o é.

7-MULHER - costeleta de Adão??

8-DESEJO - querer para si ou para outrém algo mais ou menos especifico. Desejo para para voçês um dia muito feliz.

9 -SUCESSO - fazer algo bem que valha a pena. O bolinho que fiz no Carnaval foi um verdadeiro sucesso.

10 -PROFISSÃO - necessidades da vida em sociedade.

11 -SAÚDE - haja saúde e o resto tudo se resolve.

12 -INTERNET - mundo mágico ou desgraça trágica, depende da utilização.

13 -PRESENTE - futuro de ontem.

14 -PASSADO - aquele que já foi futuro e depois foi presente.

15 -FUTURO - aquele que jamais conseguiremos viver sem que perca a sua denominação.

16 -POLÍTICA - uma arte, uma comédia, um drama ou uma palhaçada... depende dos dias e de como se "pratica".

17 - BRASIL - paiz irmão, exportador de novelas, de gente que fala como se cantasse e com um jeito de falar lindo para fazer declarações de amor.

18 -SEXO - foi em tempos a única forma de perservação das especies.

19 -ARTE - umas vezes coisas lindas, outras vezes coisas imperceptiveis mas que convém dizer que é bom para não se passar por burro.

20 - OPINIÃO SOBRE O DESAFIO EM QUESTÃO - interessante de responder e não cansativo.


Vou passar sómente e apenas...

...para ti.

isso... para ti mesmo... não é a pessoa que respondeu antes nem a que vai responder a seguir.

És tu mesmo!

Vá lá, estou curiosa.

Mini-conversa na hora de dormir

-"Mamã, qual é o signo da Nossa Senhora?"
-"Ài querida, acho que nessa altura ainda nem havia signos."
-"Eu já sei qual é: é o mesmo que o meu, virgem.
Por isso é que lhe chamam a Virgem Maria."

Teria sido esta a altura certa para explicar o significado de “ser concebido sem pecado”?.

quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Desafio e miminho

Recebi este desafio e miminho da Joana Peixinho e da Lau:

"Este desafio consiste em cada uma de nós a usar a nossa imaginação e criar!!
Ou usar uma personagem de banda desenhada, um animal, uma pessoa querida ou até um objecto, enfim o que vocês quiserem ou o que se identificam mais e responder às perguntas abaixo...

Logo a seguir as perguntas tem também um miminho para cada menina, espero que gostem e levem convosco...

Lembrem-se neste desafio cada uma pode ser aquilo que quiser, usem a vossa imaginação, fica mais engraçado se responderem a primeira coisa que vier à cabeça..."



Desafio:

Se eu fosse: um estrumfe

Era: azul e pequenino

Não era: preto nem branco

Tinha: uma casa cogumelo

Dava: alegria ás crianças

Não dava: tristeza aos meninos e meninas

Fazia: passeios na floresta

Não fazia: chichi nas flores

Gosto de: brincar com a estrumpina

Não gosto de: ser apanhado pelo gasganete

Sou: feliz

Não sou: feio e mau

Desejo: ser feliz na minha floresta

Não desejo: ser comido pelo Israel

Vou construir: um mundo imaginário em cada criança

Vou destruir: os maus pensamentos e a violencia

O meu planeta chama-se: (caraças pá, agora não me lembro o nome daquele bosque)

É: belo e paradisiaco

Lá existe: flores, passáros e ar puro


Não existe: bomba nuclear

Há muitos: estrumfes como eu

Há poucos: maus (na verdade são só dois)

A comida de lá: é óptima

Procuro ser: simpático

Serei sempre: isso mesmo, simpático

Era capaz de: fazer tudo para me safar do gasganete

Não sou capaz de: ser mau

A minha frase ou lema de vida: Cuidado com o gato Israel


Miminho:

Este Desafio e Miminho vou repassar para o autor do 5º comentário dos 5 últimos post's incluindo este.

sábado, 12 de Janeiro de 2008

Descobri as bolas de berlim na escola aos 10/11 anos.
Que coisa boa!
Hoje já não são o que eram, o recheio é "deslavado" e já nem o cheirinho é igual. Devem ter-se acabado os ingredientes caseiros e naturais.
As das pastelarias não quero nem vê-las, mas as da padaria ainda vou apreciando algumas.

Há muito que eu desconfiava que ao Sábado os bolos eram os que sobravam de sexta.

Hoje comprei uma bolita. O padeiro embrulha em papel. Antigamente era papel pardo. Até isso mudou.
Ao desembrulhar cheirou-me a água ardente.
A primeira dentada tinha um leve sabor mas eu até gosto de agua-ardente e como tinha estado na vitrine junto aos bolos brancos...
Abria-a para ver o recheio. Tudo ok.
A segunda dentada foi literalmente cuspida para cima do bolito (graças a Deus que estava sózinha)
Grrrrr.
Azeda mesmo.
A minha vontade foi voltar lá.
Mas não voltei.
Nem vou reclamar com a ASAE.
Perdi 0.70€.
A bola de berlim está no lixo.
Mas é o meu padeiro de todos os dias.
Tenho fome, mas bolos ao Sábado, aqui na margem sul... "jámé".

quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

A minha primeira vez

Quem sabe a minha idade?
Uns saberão, outros palpitarão.
Mas quem é que acredita que com esta idade eu ainda nunca...?
E que até ao fim de semana passado eu ainda nunca tinha... nunca tinha o quê?

Não!
Desta vez não vou abrir nenhum concurso de adivinhas.

De qualquer das formas no último concurso perdeu toda a gente!

Para quê insistir?

Eu nunca fui ao Mac Donald’s e até ao fim de semana passado nunca tinha dito sequer provado aquilo a que eu sempre chamei “porcarias”.

Há uns tempinhos que andamos a pensar em levar lá os meninos, afinal toda a gaiatagem conhece aquilo.

Mas o papá, que não nasceu ontem e já me vai conhecendo, achou por bem que cá o “je” fizesse a sua primeira experiência no aconchego do lar, longe de olhares experientes e aficionados.

E assim ninguém presenciou os meus palpites de que a carne do hambúrguer seria de badana velha, que o pepino parecia apanhado na lixeira pelos sem abrigo de Lisboa e ninguém deu pelo meu vómito ao provar aquela coisa que tem escrito na tampa “molho de batatas fritas”.
No ketchup nem vou falar porque já conhecia e não sou aderente.
Escapam-se as batatitas fritas que, apesar de poder quase jurar que são pré-fritas não tenho nada contra isso em termos degustativos e marcham bem desde que não mergulhadas em nada.

Agora a grande dúvida é o que faço quando lá for com os meninos.
Não posso deixar de estar presente porque agora então é que tenho mesmo a certeza que o seu consumo tem mesmo de ser vigiado e não pode ser pelo papá.

Tem mesmo de ser por euzinha mim!

Acho que vou ficar a vigiar da porta!

Ou então levo um farnel de pão e linguiça e abanco ao lado deles.
Argh!
Cozinha verdadeira, como eu te adoro!

sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Meninas simpáticas do ponto cruz

HELLLLLLLP

Há uns tempinhos atrás apaixonei-me por um certo quadrinho que descobri na net.
Muitas mãos mágicas o fizeram mas eu achei que era demais para mim.
Tanto pensei e tanto eu gostava que acabei por me decidir a fazê-lo.


Agora estou não na parte final, mas na parte quase final da minha “Paixão dos Deuses”.
Está a ficar lindo pois claro, e eu estou feliz pela decisão tomada.

E agora aqui é que “a porca torce o rabo”.
Fui convidada para um casamento e surgiu-me a ideia que o meu adorado quadrito seria a prenda ideal.
Mas... e eu?
Será justo abdicar assim da minha “paixão”?
Aquele é tão meu, gosto tanto dele, fi-lo para mim e seria um grande sofrimento...

Preciso de outro para fazer já com o propósito de oferecer, assim não me dói.
Não queria tão grande pois o tempo já não é muito, mas queria nos mesmos tons, nada de muito “aspantalhado” e adequado ao tema.
Será que existe?
Já procurei, reprocurei, tentei encontrar, tentei achar... e nada.

Alguém sabe?
Alguém viu?
Alguém tem?
Alguém inventou?
Alguém me salva?

quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

2008

E mais um dia feriado à 3ª feira sem pontes nem reduções de horário, se passou sem saber a pouco.
Nunca tinha pensado nisso, mas agora que descobri a razão, decidi que irei tornar longos todos os feriados de 2008.
O dia de Natal foi vivido com espírito de Natal e foi bom.
O dia de Ano Novo foi vivido com espírito de ano novo e foi bom.
A partir de agora vou banir da minha vida todos os feriados pequeninos que não dão para nada.
Se cada um tem uma razão de ser, é possível viver cada um com o espírito daquilo que é.
Será que funcionará?
Ou será que só na quadra do Natal existe essa magia?

2008 será também o ano para enviar todas as coisinhas aqui prometidas em lista espera.
Mais uma acrescentarei à lista para quem adivinhar onde passei a meia-noite da passagem de ano. Posso adiantar que foi sentada.

O microondas iluminou-se mais que o normal, cheirou a queimado e a portinha das ondas ficou com mascarra.
Acho que o perdi.
Tem oito aninhos e meio.
Talvez já não saiba viver sem ele.
Não estou feliz por isso.

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

O meu Natal foi bom

Trabalhei segunda-feira até ás 7 da tarde como todos os outros dias e na quarta tive o horário de sempre.
Vendo a coisa assim foi apenas um feriado à terça-feira como tantos outros que há.

Então porque é que das outras vezes quando me perguntam como foi o feriado eu sempre digo “foi pequenino”, e desta vez digo “foi bom” ?
Porquê?
Só pode ser mesmo a magia do Natal que faz a diferença!

Desta vez “esmifrei-me” e consegui ir ás reuniões da escola dos meus meninos.
E essa foi de facto a minha melhor prenda.
Raramente posso ir a reuniões e desta vez fui ás duas no mesmo dia.
È tão bom ouvir a professora dizer que “não há nada a dizer”, é tão bom ver os “Excelentes” nos testes... é tão bom...
Estou a ter sorte com os dois, são trabalhadores, interessados... ou será sorte de principiante? (eu também comecei assim e depois descambei).

Tenho andado ausente.
Nem sequer desejei ou sequer retribui Boas Festas.
Mas vocês sabem.
Todos os dias os meus pensamentos andavam vagueando nos vossos blog’s, mas só mesmo os pensamentos porque esses não teem problemas de horário nem de falta de tempo.

Para todos vocês, um ano de 2008 mil vezes melhor que o 2007 (mesmo para quem o 2007 tenha sido sorridente).

quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007


1. Este prêmio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entende-se como bom os blogs que costumam visitar regularmente e onde deixam comentários).

2. Somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post contendo:- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;- A tag do prémio;- As regras;- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir (orgulhosamente!) a tag do prêmio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

Recebi este magnifico premio!

Da Lau
Da Isalia
Da Patricia

E como não há rosas sem espinhos, cabe-me agora escolher 7.
Ora cá vão eles todos contentes e aos saltinhos:

1- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras G, N, U.

2- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras A, H, O, V.

3- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras D, K, R, Y.

4- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras B, I, P, W.

5- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras F, M, T.

6- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras C, J, Q, X.

7- Blog's que comentei nos últimos 30 dias cujo nome começe pelas letras E, L, S, Z.

Onde foi?

Onde foi que eu deixei um comentário a dizer que o meu menino não pode usar ouro na escola e que queria arrancar um fiozito "falsificado"?
Sei que foi num blog num post com um colar da kitty ou algo parecido. Até perguntei se não haveria para menino. Mas já não sei onde.

Preciso com urgência, de encontrar esse blog ou outro que faça o mesmo mas... não tenho tempo de procurar.

HEEEEEEEELP!!!!

sábado, 15 de Dezembro de 2007

Vou abrandar... ainda mais


Entro no bloglines e desespero.
Tanta coisa em atraso.
Tantas novidades que eu não sei.
Tanto que eu estou a perder.

Mas não consigo.
O tempo cada vez é menos.
A época é pouco meiga e nada amiga do vagar.
Tenho que tomar uma decisão.

E está tomada.
Até ao final do ano não vou mais vislumbrar a lista do bloglines.
Não vou mesmo!
Não posso ir.

Visitarei apenas os blogs que me deixarem comentários.
(Bordados Azul, fiquei de fora... tenho pena, adorava lá ir. Até quando?)
Será uma redução drásticamente drástica, que não me orgulha mas me é necessária.

Já tenho presépio.
Este ano sem musgo, mas está engraçado.
As prendinhas... ainda nem uma para amostra. Estou a ficar desesperada!

quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Necessito encontrar

A minha tia Maria que Deus tem, tinha uma coisinha parecida com esta na sua cesta da costura.

Eu era pequenina e adorava vê-la enfiar as agulhas com a máquina.
Nunca mais vi nenhuma, nem deste modelo nem parecido.

Agora eu também quero uma.
As lojinhas da net tem de tudo e mais alguma coisa mas... não encontro o que quero: um enfiador de agulhas de costura.

Voçês são a minha última esperança.
Onde vou eu buscar uma coisinha do género?

sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Será que a minha filha é chata?

A minha menina gosta muito de miminhos.
Adora quando fala connosco, ter sempre a mão no nosso ombro, no braço, dar a mão...
E gosta de falar a olhar para as pessoas (nisso acho que sai a mim).

Quando entrou para a escola aprendeu um novo rol de palavras, mais propriamente palavrões, que passou a utilizar sem cerimónia e com bastante alegria.
Apressei-me a explicar o significado da palavra “palavrão” e combinámos que quando aprendesse uma palavra nova me diria a mim para eu lhe dizer se é ou não um palavrão.
Como é feio dizer palavrões combinámos que me diria ao ouvido.
E assim se mantém até hoje.
Agora o que eu não podia supor é que fizesse o mesmo com...

---X---X---X

A minha menina (e eu também), teve muita sorte com a sua professora.
É querida, simpática, tem sempre um sorriso e como professora é um mimo.
A minha menina adora-a a acho que faz com ela o mesmo que com as pessoas da casa.
A professora afia-lhe os lápis, põe fita-cola nos cantinhos esfolados da sua caixa do material, ajeita-lhe os cabelos quando o penteado foge do sítio e até lhe limpa os óculos.
Agora venho a saber que até lhe relata ao ouvido as expressões menos próprias dos meninos que se portam mal.

Meu Deus! Estou preocupada.
Será que a minha menina passa a vida a melgar a professora?
Será que ela é uma chata difícil de aturar?
Ela tem vários professores e é assim com todos eles.
E o engraçado é que tem uma adoração especial por todos.

Será que devo aconselhá-la a manter-se mais afastada para não chatear?

Professorinhas e professorinhos que possam passar por aqui... dêem-me uma dica.

quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Muitos parabéns...


... a alguém muito especial que faz anos hoje.
Alguém que nunca passou por aqui, não passa e nunca passará. Talvez.
Talvez até já tenha passado silenciosamente. Ou talvez não.

O meus desafios são os seguintes:

1 - "Mostre-se" quem fizer anos hoje.

2 - Quem acertar no número de anos que faz a tal pessoa especial ganha um chocolate.

terça-feira, 27 de Novembro de 2007

A casa do vizinho



Quando pensei em mudar-me para aquela zona, havia uma das vivendas já habitadas (todas recentemente), que chamava particularmente a atenção pelos cuidados visíveis da zona envolvente e seu aspecto impecável.
O jardim daquela casa deliciosamente cuidado, as plantas bem escolhidas, os tapetes que arejavam infalivelmente todas as semanas.
Nunca vi jardineiros profissionais nem empregada de limpeza.
Se os havia não era sempre.

Desde os tempos de juventude que me lembro de ouvir falar nos bons salários praticados naquela empresa.

Desde os tempos de juventude que aquele rapaz trabalhava naquela empresa.
Após décadas de existência a empresa faliu.
Quem lá trabalhava... ficou até com ordenados por pagar.

Hoje a casa chama particularmente a atenção pelas ervas daninhas que abalroam a quase ex-relva, pelas plantas entorpecidas e abandonadas, pelas persianas fechadas e pelas teias de aranhas nos cantinhos da parede.

Os tapetes já não arejam ali e a casa está para venda.


“Quando vires as barbas do teu vizinho a arder, põe as tuas de molho.” Fiquei com um receio extra.

quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

E pronto!

Está provado que as meninas e meninos dos bloguinhos com validação de palavras me dão mais trabalho que os meus próprios filhos.

Assim sendo aqui está a papinha toda feita.

Pessoal das 8 letras – o 1º a dizer que quer o “desprémio” ficará com ele.

Se ninguém das 8 letras aceitar ficará para o primeiro a aceitar das 7 letras.

Se não aceitar ninguém das 8 nem das 7 letras ficará para o primeiro a aceitar das 6 letras.

Se não aceitar ninguém das 8, 7 ou 6 letras, ficará para o primeiro das 5 que aceitar.

Se ninguém aceitar...

....paciência.


8 LETRAS
dctzvcvo - a minha carolina
ukitayox - bonecos e tintas
kcuiscpp - caminhando para ser
jcdwxykr - na minha vida
qlamikop - bonecos e tintas
wuasbehv - olhar biju
zqvxljul - rosa dourada
namvmdgy - os meus tesouros
sguwwtdu - a minha carolina
klyjhxcq - linha e mais
uizaqlpk - a minha carolina
mqlkyifk - os meus tesouros
pgrqjvth - arte tete
zgjnhbom - olhar biju
rhnzsddy - pontos em cruz – gráficos

7 LETRAS
watrobr - na minha vida
yfaiyzl - arte tete
cknzpz4 - cantinho ponto x
eteccw2 - o cantinho do tiago
pietuwl - os meus tesouros
zwepuua - decoupage 1 vicio
rrbikex - olhar biju
eqjuuw - a minha carolina
kofdhfd - dietas e companhia
rnjwfsn - pontos-em-cruz-graficos
nzceaps - dietas e companhia
xhxdsjx - uma flor chamada débora
fqbohwf - olhar biju
axaqnvk - olhar biju
wqcslwo - linhaemais
htpoibj - linhas e mais

6 LETRAS
htpbmw - dietas e companhia
svglah - rosa dourada
dwpdcy - olhar biju
ihpkzp - xanapaixões
jvmnix - rosa dourada
nbpmrb - olhar biju
pwudke - os meus tesouros

5 LETRAS
noyca - olhar biju
ykvaj - uma flor chamada debora
kqglu - urbanidades na Madeira
gdlch - a minha carolina
sxqpj - olhar biju
eghob - linhas e mais
vhmsv - uma flor chamada debora

Para o pessoal dos bloguitos por onde eu costumo andar e que não estão na lista também há uma coisinha...
para o primeiro a dizer que a quer.

E esta não será “maléfica”, prometo.

Esclarecimento urgente ao post anterior

Desculpem queridas o trabalho que já tiveram, acho que agora quem merece o prémio amargo sou eu.
Não era nada disso que se pretendia.

As únicas palavras que teem a considerar são as que estão na lista que eu fiz.
São essas a únicas palavras que é preciso contar as letrinhas.

Oh por favor, não deiam mais voltas aos comentário nos vossos blog's!
Não me façam carregar esse peso na conciencia, please...

terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Prémio "amargo" (LOLL)

O meu bloglines tem 77 feeds.
Tenho mais meia dúzia de blog´s privados que não dá para pôr na listinha anterior.
E há ainda mais alguns que de vez em quando vêem cá e que eu de vez em quando vou lá.

Em alguns comento sempre, noutros quase sempre, noutros comento pouco e noutros não comento nada porque a mim também não dizem nada.

Mas ler, leio todos ou então não os manteria na minha lista.
Não sei viver interneticamente sem passar por lá quase diariamente.

O tempo. O tempo é macaco.
E alguns bloguitos também, que me obrigam a fazer mais alguma ginástica relogistica com aquelas palavrinhas esquisitas que raramente se escrevem bem à primeira e nunca podem ser escritas à pressa.

E é sobre esses mesmo que vai recair o “prémiozinho” que tenho para oferecer.
Não será um prémiozinho doce, ái isso não.
Será algo que se utilizarem vos fará cansar... talvez mais do que a mim ao escrever.
Essa será a minha vingança.

Sem qualquer ordem e complectamente misturados, os possíveis candidatos estão na lista abaixo:

dctzvcvo - a minha carolina
ukitayox- bonecos e tintas

kcuiscpp - caminhando para ser
jcdwxykr - na minha vida
qlamikop - bonecos e tintas
wuasbehv - olhar biju
yfaiyzl - arte tete
cknzpz4 - cantinho ponto x
eteccw2 - o cantinho do tiago

zwepuua - decoupage 1 vicio
pietuwl - os meus tesouros
rrbikex - olhar biju

htpbmw - dietas e companhia
svglah - rosa dourada
dwpdcy - olhar biju
noyca - olhar biju
ykvaj - uma flor chamada debora
kqglu - urbanidades na Madeira
gdlch - a minha carolina
eqjuuw - a minha carolina
ihpkzp - xanapaixões
kofdhfd
- dietas e companhia
zqvxljul - rosa dourada
jvmnix - rosa dourada
nbpmrb - olhar biju
namvmdgy - os meus tesouros
sguwwtdu - a minha carolina
klyjhxcq - linha e mais
uizaqlpk - a minha carolina
watrobr - na minha vida
mqlkyifk - os meus tesouros
rnjwfsn - pontos-em-cruz-graficos
nzceaps - dietas e companhia
sxqpj - olhar biju
xhxdsjx - uma flor chamada débora
pwudke - os meus tesouros
pgrqjvth - arte tete
fqbohwf - olhar biju
eghob - linhas e mais
vhmsv - uma flor chamada debora
axaqnvk - olhar biju
wqcslwo - linhaemais
htpoibj - linhas e mais
zgjnhbom - olhar biju
rhnzsddy - pontos em cruz - graficos


Quem quiser concorrer basta deixar um comentário dizendo o nº de letras que constitui a maior palavra DE CONFIRMAÇÃO que eu escrevi (ou melhor, tive de escrever) NO FINAL DE um comentário ao seu blog. TODAS AS PALAVRAS ESTÃO NA LISTA ACIMA.
Ganha quem tiver a palavra com o maior nº de letras..
Em caso de empate conta quem comentar primeiro.

Então? Quem vai ter coragem?

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Eu, caloteira me confesso

Talvez seja isso que algumas pessoas já vão pensando de mim mas não sou, nunca fui nem quero ser.

Mas que também não sou a Maria das pressas é um facto evidente.
Por isso, mais tarde ou mais cedo, tudo há-de chegar ao seu destino.

Tenho meia dúzia mais uma, coisinhas para enviar no âmbito daquelas iniciativas engraçadas dos blog’s.

1ª - a prendinha da Susaninha da Dodot – “perdi” a Susaninha, não faço ideia de por onde anda.

2ª - Comentário 1000 – anda por lá numa gaveta, não foi reclamada mas a minha menina adora-a. Talvez dê origem a uma das que faltam fazer.

3ª - Visita 10 mil – ainda está na fase de concepção.

4ª - Post “Mamã, hoje o papá dóme contigo?” – Não houve vencedores. Fiquei feliz por ver tanta gente interessada numa coisita “da loja dos chineses”, o que significa que não é o valor material que nos move neste tipo de brincadeiras.

5ª, 6ª e 7ª - Desafio dos 3 primeiros comentários – as contempladas mandem as informações para
maria-mariajoao@iol.pt . Espero não demorar os 365 dias.

A falta de tempo “mata-me”. Mas eu vou-me vingar, ái não que não vou.


Esperem só para ver.

terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Floribela.

Hoje já não vejo esta novela.
Mesmo que o horário desse para eu ver, não veria na mesma.
Tornou-se enjoativa.

Tempos houve em que eu assistia boquiaberta àquelas cenas dos jovens a trepar com os pés automóveis, paredes e árvores até meio do tronco.
Eu ficava fascinada.
“Já que não arranjei um gajo assim, gostava que o meu filho fosse assim”.
(Desde pequenino que quando lhe segurávamos as mãozinhas para se levantar, os pezinhos dele trepavam logo pelas nossas pernas).
O papá fazia-se de irritado com estas minhas palavras.
Eu adorava, eu sonhava, eu achava lindo.

Será castigo?

O meu menino entrou para a escola com 5 aninhos e de imediato começou a aprender coisas com os meninos mais velhos e mais malucos.
Palavrões, respostas tortas, empurrar a mana, dar pontapés na parede...
Expressões do tipo “faço se eu quiser” , “tu não mandas em mim”...
E aprendeu a trepar tudo.
Tudo mesmo.
Árvores, muros, laterais das portas, sinais de transito, pessoas, portões...
Em todo o lado se pendura. Estou farta !
Levou uma nalgada em cima do muro da vizinha.
Estas trepadelas são o meu desespero.

Eu adoro que ele trepe, que ele seja forte e corajoso.

Gosto de irreverência na medida certa.
E gostaria muito de conseguir pôr debaixo daqueles semi-caracolinhos, o sentido de oportunidade e a noção certa do apropriado ou não apropriado.
Trepar é lindo e apaixonante... mas não em todo o lado.

Mães, pais, parentes ou amigos de meninos. Alguém tem ou teve um menino trepador?
O que fazem?
O que fizeram?
Foi uma fase?
É algo que se recorda com divertimento?
É um desespero?
Eu não sei... quem me dera saber.
Piora ou melhora?

segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Desafio

Pois é pessoal, anda por aí um desfio muito giro.
Já corri tantas vezes atrás dele mas sempre cheguei tarde.

Aqui fica o regulamento com as palavrinhas da olharbiju quase letra a letra:

“Diz o regulamento que as três primeiras pessoas que deixarem um comentário neste post a pedirem para participar na iniciativa irão receber um presente” da minha autoria “dentro de 365 dias. Por parte dos participantes fica o compromisso de dar continuidade a esta troca nos respectivos blogs, para não se perder a corrente.”

Mas desta vez fui mesmo uma das 3 primeiras a comentar (eu nem queria acreditar em tal façanha), portanto aqui fica para vocês.

Venham três e post nos vossos blog´s!

terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Afinal até não sou assim tão feia

Gosto muito de sossego, não gosto de me mover no meio de multidões.
Mas completamente só... isso também não.
E uma das coisas que não gosto mesmo nada de fazer sozinha é comer.

Azar dos azares (nesse sentido), fui logo casar com um gajo que não tem horários.

Tantos almoços e jantares que estou sozinha... tantos almoços e jantares em que a comida não sai do frigorífico e a mesa não chega a ser posta...
Sozinha raramente almoço, como qualquer coisita, petisco... e pronto.

A minha aliança de casamento começou a crescer tanto que me cai do dedo.
Como tenho a paranóia de não a tirar travei-a com um anel.
O anel também começou a alargar e por vezes ponho um elástico disfarçado por baixo.
Muito provavelmente alargam por lavar as mãos com água quente.

Ontem um senhor já conheço há algum tempo, fez uma observação à minha cara.
Segundo ele era mais bonita quando mais gordinha.
“O seu marido não lhe diz nada?”
“Não. Ele também não quer fazer torresmos”
“Se não lhe diz nada é porque não olha para si.”
“Para dizer mal mais vale não olhar.”
“Isto não é dizer mal. A xxx (meu nome) é bonita mas há sempre qualquer coisinha a melhorar.”

A conversa decorreu em tom agradável, amigável e da minha parte até em tom divertido. Contudo... deixou-me a pensar.

Mas à noite tive a recompensa quando fui lavar a carinha à minha menina.
Os seus bracinhos teimosos brincavam de se enrolar na minha cintura.
“Mamã adoro-te...”
“Eu também querida”

“Adoro-te mamã, és bonita...”
“Que bom...”
“Mamã, és mais bonita que a casa de banho.”

“... ... (glup)... ...”

sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

2 de Novembro de 2001

Este dia foi o último de uma época da minha vida que foi talvez a mais feliz.

Levantei-me de manhã e como sempre fui dar o banhinho à minha menina.
A imagem que mais intensamente recordo é a menina a aproximar-se de mim e eu ter de me apoiar enquanto via uma roupinha no guarda fato do maninho.
Eu sorri para ela e pensava que a dorzinha me passaria antes que ela chegasse a mim.

E assim foi.

O almoço foi um cozido com grãos e feijão verde - um dos poucos que eu fiz até hoje.
Estava muito bom mas... ficou no prato.
Nunca mais voltei a comer um cozido tão bom.


A meio do almoço veio a vovó.
A imagem que recordo tantas vezes é a figurinha redondinha da minha menina no colo da vovó ou da madrinha... ou seria do vovô?

Já não sei quem a levava... só me lembro da carinha dela a ir embora feliz e a porta a fechar-se.
Também não me lembro se chorei... mas lembro de sentir um calor a escorrer pelas faces.

Acho que era o calor das lágrimas.

Voltei a vê-la no dia a seguir quando me apareceu a andar – a primeira vez que eu a vi andar sem ser amparada – para ver pela primeira vez “o manin”, o seu maninho.

Hoje “o manin” já não é "manin".
Hoje é o mano e está delirante porque faz 6 anos.
Lá em casa não se usa irmão nem irmã.
Tratam-se um ao outro por mana e mano.

E hoje o meu menino que me diz que mesmo quando tiver barbas e bigode vai ser sempre o meu bebé, hoje ele diz que é o bebé de toda a gente.
Porque toda a gente no dia dos anos é um bebé.


Á data de hoje a Matildinha também será sempre bebé.

segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

"Mamã, hoje o papá dóme contigo?"

O meu menino faz-me esta pergunta todos os dias várias vezes, especialmente à hora de levantar e infalivelmente à hora de deitar.

Ofereço uma prendinha da loja dos 300 a quem adivinhar porquê.

quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

O pior de mim

Estou farta! Sim estou farta, e até já estou farta de estar farta.
Estou saturada!
Estou farta dos gafanhotos enormes que me aparecem no quintal.
Estou farta de depender do trabalho para viver.
Estou farta de trabalhar por conta de outrem e se trabalhar pouco ganho pouco e se trabalhar muito ganho pouco na mesma.
Estou farta de ter os pneus do carro mijados por cãezinhos sem culpa que são lá levados á trela por porcos.
Estou farta de sorrir e ser simpática para alguns colegas “queridos” dos meus meninos quando o que me apetece é arriar-lhe um par de açoites.
Estou farta de pais que teem a mania que os seus filhos são os melhores quando na realidade e unicamente por sua culpa não passam de monstrinhos mal-educados.
Estou farta das lesmas que me comeram o tomate e agora estão a lançar-se ao feijão.
Estou farta de ciganos estúpidos, sim porque os que não são estúpidos não me incomodam.
Estou farta dos apertos de mão dos cavalheiros que para mostrarem a sua simpatia me apertam de tal forma que os anéis ficam marcados nos dedos.
Estou farta de vender objectos de puro luxo supérfluo a pessoas que os pagam com o dinheiro do rendimento mínimo.
Estou farta de ver jovens meninas lindíssimas e jovens meninos mal acabados de sair das fraldas a orgulhosamente literalmente obrigarem os seus pulmões a suportarem o fumo do tabaco de forma a se habituarem.
Estou farta de professores a fazerem de palhaços nas mãos dos “meninos” porque o sistema assim os abriga.
Estou farta da confusão de trânsito no largo estreito em frente à escola.
Estou farta de pagar irs.
Estou farta de ver os juros a aumentar.
Estou farta de ver as reportagens fatídicas que me fazem chorar ao ver televisão.
Estou farta de não ter dinheiro para salvar não o mundo, mas uma boa parte dele.
Estou farta de falar com gente que não lava os dentes, levar com o bafo nas trombas e ainda ter de sorrir.
Estou farta de ser politicamente correcta quando o que me apetece é mandar tudo à merda.
Estou farta. Estou farta. Estou fartíssima.


Se me estalasse o verniz... ... ...

Ái! Que alivio....

terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Uns semeiam e outros colhem

Sinto-me sempre um pouco incomodada quando se fala de copianços.

Há tantos bonequinhos que circulam na net ... de algum lado devem ter vindo mas parece que pertencem a todos.

Muitos nem mencionam a proveniência.
E há os outros “bonequinhos”, verdadeiras obras de arte com direito a “assinatura”, que tanto orgulham quem as produziu.

E quando expomos em público o que é nosso, ainda mais um público sem rosto como este, corremos o risco de ver as nossas obras copiadas, imitadas ou até ilegalmente adoptadas.
Não é correcto mas, muito sinceramente, não me admiro que aconteça.
Não me surpreende... aliás o contrário é que seria uma surpresa positivamente inacreditável.

Eu tenho por aqui muitas imagens que nem imagino onde terão “nascido”.
Vi-as por aí e gostei delas.

Fiz alguns cozinhados de blog´s e utilizei nas minhas postagens as imagens originais – sempre deixei o caminho a seguir para encontrar os verdadeiros autores - penso que não terei ofendido ninguém mas...

Compreendo o que sente quem foi “roubado”. É errado e acima de tudo é muito injusto.
Por isso aqui fica o selinho.
Este foi o facto que lhe deu origem.

sábado, 20 de Outubro de 2007

Visita dez mil

A Helena foi a visita 10.000.

Penso que seja uma das pessoas a quem dediquei aquele coraçãozinho de crochet.

Obrigado Margarida pelas tuas visitinhas!

quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Sintomas de velhice ?????????????'

Este coraçãozinho lindo foi-me oferecido por uma menina linda e muito prendada que descobri há muito pouco tempo.

Dissequei totalmente o bloguinho dela e dei comigo a pensar “tem um sorriso tão lindo, parece tão querida e sabe fazer trabalhinhos tão giros... tomara que a minha menina um dia seja assim”.

Mais adiante leio em qualquer lado que gosta de namorar e dou comigo a pensar “gostava que um dia o meu menino namorasse uma menina assim” .
São sintomas de velhice, só pode!

----- x ----- x ----- x ----- x -----

Aos doze anos eu achava que um rapaz com 15 era um “granda” homem.
Aos 15, eu achava que os rapazes de 20 eram tããão velhos.
Aos 20 subi a fasquia e começavam a ser velhos depois dos 30.
Aos 30 já não dava importância à idade.

Mas há medida que os meus meninos teem crescido, fui começando novamente a reparar nas idades.
Salta-me á vista o pessoal jovem de uma forma muito especial: actualmente qualquer jovem que me aparece á frente é imediatamente comparado com aquilo que eu gostaria que os meus meninos viessem a ser.

Serão sentimentos normais de mãe que idealiza os seu filhos tipo "principe encantado"?
Ou serão devaneios tontos de quem quer á viva força viver através dos filhos aquilo que sonhou para si e não foi capaz?

Acho que voltei á idade dos porquês.
As interrogações tendem a intensificar-se...
Será que vou ter "costas" para ser mãe de jovens nos tempos de agora?

----- x ----- x ----- x ----- x -----

O coração... atrevo-me a passar a todos aqueles que por aqui passam em silêncio.
Aqueles que sabem que eu existo mas que eu não sei que existem.
Será a minha forma de retribuir as visitas que não posso retribuir.

sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

"Com tanto carinho"

Ainda não cheguei aos 40 mas também já não tenho 20.
Venho de uma altura em que chamar cabra a uma rapariga ou senhora era altamente ofensivo.
Quem vem daí como eu, saberá por certo que essa denominação tinha a ver com uma série de comportamentos muitos dos quais na sociedade de hoje completamente aceitáveis.
Daí que eu fique na dúvida se chamar cabra ainda será ou não ofensivo.
De qualquer forma, por via das dúvidas...

Hoje de manhã, enquanto esperava que o meu menino descesse, chamei-o e fiquei no wc arranjando as coisas para lhe pentear os caracóis.
Ao chegar junto a mim
“Mamã, paecias uma cába”
A minha cabeça patinou uns momentos entre passado, presente e futuro. Independentemente da conotação, será que alguma mãe gosta que o filho lhe chame cabra? Eu não gostei.
“Mas que raio de conversa é essa?”
“Oh mamã... uma cabinha... eu disse com tanto caínho”

Pois, agora deu nesta. Cada disparate que faz ou diz é sempre com muito carinho.

segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

"Bailarinas" procuram-se

Ter uma menina bailarina não é para quem quer, é para quem pode.

Desde os tempos de escola que eu sonhava em ter uma menina bailarina.
Antes mesmo de pensarmos na sua possível existência, parávamos o carro junto à escola de dança e ali ficámos os dois a imaginar que estaríamos esperando a nossa menina e que a qualquer momento ela apareceria ali ao virar da esquina saltitando no seu fatinho de bailarina.

Aos 4 anos foi inscrita mas ao fim de duas aulas não quis mais.
Aos 5 quase 6 anos voltou a ser inscrita e adorou.
Este ano vai voltar tão feliz como eu.

Por isso eu digo que não é para quem quer mas para quem pode.


Não interessa se é uma bailarina esbelta e leve que redopia no palco ou um sapinho mole que aterra no chão tipo sopa molhada.
A nossa bailarina é sempre a melhor!
E eu agora posso, não sei até quando por isso aproveito ao máximo.
Os filhos não são um bonequinho que pomos onde queremos e quando queremos.

Choro de felicidade cada vez que sinto o toque suave do seu fatinho quando me abraça (ela acha graça e por vezes já faz de propósito), ou até mesmo ao arrumar no guarda-fato.


Dou Graças a Deus por os espectáculos serem sempre de luz apagada.

Esta foi a primeira bailarina que fiz para a minha bailarina.
Já existe outra concluída e mais uma em lista de espera. Todas tiradas da net (muito mais giras que as revista que tenho em casa).
Mas quero mais, preciso de mais.
Onde? Alguém sabe?

quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Dia mundial do Animal


Eu já vi cães a serem passeados por animais.
Eu já vi animais de duas patas a (des) cuidarem de animais de quatro patas.
Sim, porque também os há, doa a quem doer.

Agora já sei

A experiência terminou.

Agora sei o que pode estar por detrás de um olhar desviado.
Pode estar, não quer dizer que esteja.
Evitando olhar directo é muito fácil mentir, esconder, “desimportar” e sobretudo desprezar.

Foi esse o sentimento que experimentei.
Um desinteresse tal que me assustou.

Falar virada para outro lado inspirou-me um sentimento não de desinteresse mas mesmo de “desimportar”.
Não importar é muito pouco, há mesmo a necessidade de inventar uma nova palavra para definir tal indiferença. Indiferença também é muito pouco.

O que reparei é que se desviamos o olhar a outra pessoa fixa o dela, nessa altura deve estar a considerar que é a única bem-educada.

Enfim, com aquela pessoa específica parece que resultou.

Será? Será que se apercebeu?


----- x ----- x ----- x ----- x -----


Passou o "mau tempo", amanhã é feriado.
Para alguns de voçês os meus desejos de um óptimo fim de semana maxi.
Para os parvalhões como eu que trabalham ao Sábado, um bom feriado.

sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Para onde olhar?

Tenho o hábito, feliz ou infeliz sei lá eu, de falar com as pessoas olhando para elas, para a cara delas e gosto de sorrir.
Não que o meu sorriso seja ou alguma vez tenha sido deslumbrante e até já tem umas rugazitas de expressão, mas... dá-me jeito.
Mesmo quando estou aborrecida, posso não sorrir mas para a pessoa olho sempre.

Há uma pessoa com quem estou e falo todos os dias que simplesmente não olha para mim. Porquê? Eu agia assim quando era criança e queria esconder alguma coisa.
Estou a fazer a experiência. Desde ontem à noite que também não olho e falo com essa pessoa sempre com os olhos desviados.

Não tem jeito nenhum, estou a fazer um esforço supremo.

Estou a escrever isto porque preciso de saber qual é a forma mais normal no ser humano, será que sou deselegante ao falar de frente para as pessoas?

Há dias passou por aqui um cliente que ao que parece não é destas bandas. Comprou o que queria e pediu o telefone daqui. Depois perguntou o meu nome. Assentou tudo na sua agenda electrónica e depois veio com a conversa que são as pessoas que “estão à frente dos negócios é que fazem as casas” e que aqui neste sítio as pessoas são muito fechadas e que não é habitual encontrar por aqui pessoas a falar assim tão abertamente e atenciosamente.

Não sei o que quer dizer abertamente pois não se falou de nada que não fosse assunto profissional, apenas o tratei como trato toda a gente que aqui vem, falei para ele olhando para ele e com certeza mostrei-lhe algumas das minhas rugazinhas de expressão.
Só espero que não tenha sido para nenhum programa novo de televisão pois o meu cabelo não estava nos melhores dias.

xxx - xxx - xxx - xxx

Acho que estou a ficar doida, tenho tantas saudades do tempo em que a minha avó se punha a cozer ao sol, sentada num mocho, com um chapéu na cabeça. Eu sentava-me nos pés dela e ela refilava que lhe fazia doer.
Ando à tempos a querer fazer isso. Já escolhi o sítio ao fundo do quintal junto ao chafariz dos cágados, já tenho o mocho para me sentar. Mas não tenho tempo, não tenho tempo...

Hoje apetecia-me ficar com a minha mãe.

quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Visitante nº 10.000

Ainda falta muito mas, à semelhança de outros bloguitos, uma lembrancinha seguirá para o visitante nº 10.000.

Para tal basta que comentem este post e enviem o tal print scrn.

As minhas histórias deste género nunca tiveram finais felizes. Senão vejam,
1ª - Acertei no nº mas não enviei a morada
2ª - Não sabia fazer o print
3ª - Neste blog preparei uma coisinha para o comentário já não me lembro quantos. Identificou-se mas não enviou destino para eu fazer o envio.
4ª - Acertei no nº mas fui a 2ª a fazer o comentário e só valia a primeira (malditos caracteres de validação que nunca acerto à primeira e só me fazem perder tempo).


Por isso mesmo, aqui valerão TODAS as visitas dez mil que enviem o comprovativo.

Vamos lá ver se desta vez as coisas não hão-de “correr a preceito”!


P.S. Para quem não souber (como eu também não sabia), o tal print faz-se calcando a tecla "Print Scrn SysRq" (ao lado do F12). Depois é ir por exemplo ao word ou excell e fazer "paste" ou "colar"

quarta-feira, 26 de Setembro de 2007


"Meu amor
Há pessoas brancas, há pessoas pretas, há pessoas baixas,há pessoas altas, há pessoas magras, há pessoas gordas, há pessoas bonitas, há pessoas menos bonitas, há pessoas contentes, há pessoas zangadas, há pessoas felizes, há pessoas tristes, há pessoas grandes, há pessoas pequenas, há pessoas com cabelo loiro, com cabelo castanho, com cabelo preto, há pessoas de cabelo curto, de cabelo comprido, há pessoas com cabelo aos carocois, co cabelo curto, com cabelo comprido, há pessoas com olhos azuis, com olhos castanhos, com olhos verdes, há pessoas de toda a maneira mas todas são pessoas. Todas são diferentes, não há pessoas iguais. Mas todas são iguais porque todas teem coração, todas teem sentimentos, todas teem sorrisos e todas teem lágrimas. E o que é importante é gostar delas como elas são, é assim que se fazem amigos e os nossos amigos são o nosso maior tesouro."


"Eu sei mamã, já me disseste isso mais de mil vezes."


Há anos que repito esta "lengalenga" aos meus meninos e a termino sempre com os olhos razos de água.
E os dois sabem de cor a mesma resposta que não lhes foi ensinada por ninguem.

Então por que carga de água é que o meu menino de 5 anos que entrou á meia dúzia de dias para a escola dos grandes, faz parte do grupinho que chama gorda a uma coleguinha que por conta disso já não quer ir á escola?

Ontem sentmo-nos os 3 em consílio na mesa redonda da cozinha.
O papá ouviu calado.
Eu falei.
Ele confirmou.
Eu disse-lhe que estava triste e estava mesmo, de tal forma que me caiu uma lágrima.
Ele ficou atrapalhado.
Os meus meninos estão muito habituados a ver-me chorar de felicidade e alegria... mas não de tristeza.

Quando eu disse que o castigo seria não ver o zigzag (desenhos animados da RTP2), deitou a cabeça sobre a mesa e chorou silenciosamente.
Pensei que pudesse estar a exagerar mas senti que silenciosamente o papá me apoiava.

Eu nunca fui gorda e cheguei mesmo a fazer dieta para engordar, talvez eu até nem saiba avaliar bem o que pode significar para uma criança de seis aninhos ser gozada por isso.
A verdade é que a menina é bem gordinha mesmo mas, e daí? Todas as pessoas são diferentes!

Eu não quer que façam mal aos meus meninos, mas também não quero que eles façam mal aos meninos das outras mamãs que gostam tanto deles como eu gosto dos meus.

Aceitou muito bem a ideia de pedir desculpa á menina.
Vamos ver o que vai acontecer.

Isto pode parecer banal mas para mim foi um desabar... um desabar...

sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Desafio





E daqui veio este desafio:





O que estavas a fazer há 10 anos atrás?
Não tinha marido, não tinhas meninos, não me lembro se tinha namorado.
Vivia com os meus pais e a minha mana.
Sonhava com meninas e ainda não achava piada a meninos (hoje vejo como eu era burra neste aspecto).

O que estavas a fazer o ano passado?
Por esta altura estava a viver as preocupações da entrada da minha menina na escola dos grandes.
Hoje estou a reviver as mesmas preocupações com o meu menino.

5 Snacks que eu gosto:
Pistachios
Batatas fritas TRADICIONAIS (odeio com presunto, oregões, queijo, etc)
Kit kat
Chocolate Regina
Barrinhas de cereais

5 Músicas cujas letras conheço de cor:
Do principio ao fim complectamente mesmo toda acho que só sei o "Óh Rama óh que linda Rama"

5 Coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
Em caso de necessidade acho que não terias problemas em pôr o que quer que fosse para tapar o corpito.

5 Brinquedos que eu gosto:
Barbie
Nenuco
Computador
Sacho
Regador

Os 5 bloguitos que desafio:
Os primeiros cinco comentários a este post

terça-feira, 18 de Setembro de 2007

8 anos


segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

7 aninhos


Há sete anos atrás dormi tranquilamente a noite passada.
Quando o papá foi embora senti-me tão desamparada ali na cama com um bebé recem nascido na caminha ao lado da minha.


Olhei para ela tão pequenina, com cabelinho como eu queria e... tive medo.
Iria chorar de noite?

E se chorasse? Eu nunca tinha pegado num bebé acabadinho de nascer.
Iria ter fome? Eu nunca tinha amamentado.
Xixi? Eu nunca tinha mudado uma fralda... nem sabia.


Chamar alguém durante a noite seria a solução fácil... mas eu não queria sentir que estava a incomodar alguém.

Mas a minha menina foi uma querida e dormiu a noitinha toda.
Os outros bebés choravam.

E eu espreitava para ver como ela estava.
A dormir, a dormir com as suas duas super bochechinhas.
Ái!... que saudades.

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

E lá os deixei

E pronto lá ficaram e eu vim embora como todas as outras e todos os outros.

Ela em perfeita sintonia com o ambiente, revendo os colegas e a professora querida.
Apesar da fenomenal birra logo pela manhã por questões de escolha de roupa, não me inspira cuidados fora do normal.

Ele, super entusiasmado, lá ficou sentadito sem perceber muito bem o que iria acontecer a seguir, rodeado de 20 crianças das quais conhece duas ou três. Caladinho como é habitual nele, fez-me um adeus sorridente, daqueles que sossegam qualquer coração.

O pai, lamenta não poder estar presente.

Eu, sinto vontade de chorar.
Sinto pena de não poder estar lá para buscar ao almoço.
Lamento não ser eu a ver a carinha com que sai da sua primeira manhã de aulas, não ser eu a primeira a escutar as suas impressões... não ser eu, não ser eu... sempre foi assim, apesar de viverem comigo nunca fui eu a primeira em nada.

Às vezes penso que se não os tivesse parido não teria feito nada por eles que ninguém mais tenha feito, na maioria das vezes primeiro do que eu.

Sinto-me velha.
Deixaram de entrar fraldas na minha casa e agora até já a entrada no Jardim-de-infância me está “vedada”.
Já não tenho crianças em idade pré-escolar, apesar de ele ainda ter os 5 anos.
Outro dia deixei um bilhete ao papá e a menina teve o desplante de me vir perguntar a ultima frase porque a letra estava torta.

Os meus bebés cresceram, agora são meninos e qualquer dia são adultos e eu não dei por isso.

Estou a pensar... já pensei muitas vezes, mas tem que ser muito bem pensado mesmo.
Há uns tempos ouvi falar de algumas instituições de crianças abandonadas, que não sendo adopção se poderia fazer uma espécie de apadrinhamento levando para casa aos fins-de-semana e proporcionando algumas vivências familiares.
Não sei se isso existe de facto, não sei se será bom para as crianças. Tenho medo de que as voltas para a instituição sejam dolorosas.
Passa por aqui tanta gente... com certeza haverá alguém que saiba.

Eu queria viver sem trabalhar, há tantas coisas boas que perco por causa do trabalho. E no entanto esforço-me por manter o trabalhito e se este acabar será uma luta doida para encontrar outro.

Carina, Carina, não entendeste o resultado daquele estudo maluco... eu também não. Pois não trocaria estes momentos de ansiedade que estou vivendo por dois meses de fabulosas férias no Haiti sem a existencia dos meus mais-que-tudo.

quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Óculos

Desde sempre que achei muito triste, crianças com óculos.
Lembro-me de achar tão estranho a minha colega Maria José da 1ª classe, usar óculos.
Nunca gostei nem usei óculos de sol. Tenho uns para conduzir e até isso não me dá jeito, nunca uso.

Mas, aprendi com um menino lindo de um blog que gosto muito de visitar que não é bem assim.
Aprendi que os óculos hoje em dia são um acessório de moda e que já não teem aquele peso de antigamente.

Hoje há muito por onde escolher, de todas as cores e lindos para as crianças.
Aprendi tudo isso e sinceramente acreditei.

Acreditei até ao momento em que levei a minha menina ao oftalmologista por causa de uma pequena alergia que a fazia piscar os olhos e ouvi as palavras "...tem que usar óculos... estigmatismo... para usar sempre..."

Olhei para ela.
Ela olhou para mim.
O meu coração chorou em prantos.
O meu rosto sorriu "feliz".

Na minha família nunca houve uma criança com óculos.
Nunca tinha havido.

Disse-lhe que havia óculos lindos e corremos várias ópticas só para ver.
Para ver, como quem percorre stands á procura do automóvel dos seus sonhos, como quem procura uma vestido para uma festa especial ou uma prenda de anos para alguém de quem se gosta.
Ver tudo, comparar tudo... tudo... menos o preço.

Ela andava feliz. Descobriu que também os havia com florinhas, do Júnior, da Barbie...

Foi uma tarde feliz e acabámos, depois de muito ver por chegar à óptica que eu queria, propositadamente deixada para última.

Só aí então apresentamos a receita médica para escolher uns.

Experimentou vários... várias vezes.
Escolheu, aqueles que ela quis, que ela adorou.
Não influenciei nem tentei faze-lo.
É ela quem se iria sentir bem ou mal com aquilo que gostasse ou não.
Cabia-me apenas ficar delirante e entusiasmada com a sua escolha.

Ficou triste por não ficarem logo disponíveis. e fez-me guardar segredo para fazer surpresa.

Nunca esquecerei o momento em que saímos da óptica de mão dada, com a sua carinha de óculos e sorriso feliz.

Eu também estava feliz, muito feliz mesmo, mas... só por fora.
Por dentro chorava desconsoladamente.

Á noite, ao deitar, abraçou-me feliz: "Mamã, já tens mais um sonho realizado. Tens uma menina com óculos".
E dormiu feliz, na absoluta certeza de que estávamos as duas felizes.

E eu... sozinha chorei.
Deixei cair todas as lágrimas retidas... todas as guardadas e mais algumas que surgiram então.

Um dia quando ela entender, que tipo de mãe pensará que tem?
Uma mãe que sonha em ter uma menina com problemas de vista?
Tenho medo desse dia, se e quando, na rebeldia da adolescência me fizer tal acusação.

Por enquanto... já lá vai quase um mês e continua a adorar os óculinhos.
E eu... eu continuo com o mesmo entusiasmo e alegria.

E por dentro... por dentro estou um pouquinho mais conformada e cada vez mais lembrando que o oftalmologista também disse "...mas não se preocupem que isto não é nada de especial... é pouquinho... volta daqui a um ano... pode ser que deixe de precisar..."

Pois... pode ser... ou pode não ser.
Hája saúde!

terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Certificado

Vindo directamente daqui e daqui.

Obrigado Patricia e Isália! Podem crer que é reciproco.

Não sei a quem o passar.
Como hei-de saber se nem tão pouco consegui fazer o tal corte que anunciei há dias?

Assim sendo, são voçês que vão que vão identificar as minhas escolhas, isto de forma a que eu tenha mais algum tempinho para vos visitar.

Passo este certificado a todos aqueles blogs que tenham 5 posts seguidos comentados por mim.

Eu próprio me pergunto: "Será que são muitos? Será que são poucos? Será que há algum?"

Quem serão os contemplados?

sábado, 8 de Setembro de 2007

9 de Setembro

Descobri quase por acaso.
Um ano deste blog.

Fico curiosa sobre o que terei dado ao mundo da minha vida particular.
Convido-vos a falar.
Não para dizer se sou boa ou má pessoa.
Não para terem oportunidade de falar mal de mim com autorização.
Não para me deliciar com palavras bonitas que possam dizer-me.
Nada disso.

Apenas e tão somente para que me digam o que descobriram de mim.
Quem sou eu?
Que imagem tenho eu na mente de cada um de vós?


11/09/2007
Os comentários estiveram temporariamente moderados.
Não para esconder algum mas para que ninguem fosse influenciado pelos já existentes.
Serão publicados na integra e pela ordem com que foram efectuados.

terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Mais uma plantação a rebentar pelas costuras

E depois deste sucesso com muitas sugestões úteis, atrevo-me a abusar da paciencia e perguntar agora:


E os pepinos?


Além da tradicional saladinha com oregãos, descobri á poucos dias que cortados em tiras grandes são óptimos para acompanhar com migas alentejanas.


Mas nem todos os dias se comem migas (pesaditas, não?).


Preciso de ideias, já pus dois no lixo, não sei mais como fazê-los.


Muito obrigado!

quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Corte

Com muita pena minha vou ter que o fazer.

Infelizmente, não me posso dar ao luxo de continuar a visitar diariamente perto de 100 blogs.

Vou ter que reduzir e vou aproveitar estes 15 dias em que estive ausente para rampa de lançamento.

Só não sei por onde começar... todos são especiais... nem sei se consigo...
Vamos ver...

Tenho saudades de todos...

Acho que vou dando só umas espreitadelas com calma... devagarinho...

segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Novamente ao trabalho

Voltei ao trabalho e desta vez não terei mais férias.
Acabaram-se mesmo.

Foram boas mas... já passaram...
hoje estou aqui e é tudo como antes.

Como é possivel que sejam sempre tão pequeninas e passem sempre tão, mas tão depressa mesmo?

quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

O meu lanchinho

Um iogurte Longa Vida aroma de morango
Sete bolachas Maria embrulhadas em papel de prata
Uma banana
Uma colherzinha que é para
“trazer para casa para lavar”

"Podes comer a banana de manhã e as outras coisas à tarde.
Ou também podes comer o iogurte com isto"
(bolachinhas).

Tudo dentro dum saco de plástico do Intermarché e colocado dentro da minha mala.

Lanchinho preparado e recomendações feitas pela
minha menina.

terça-feira, 7 de Agosto de 2007

O que é que eu faço com elas?

São pretas, pequeninas, luzidias, enérgicas e passeiam pela minha cozinha como se fossem donas daquilo tudo.
Andam dispersas e por isso não sei de onde nem por onde vêem.

Será que tenho mais alguma porcaria que as atrai, tipo a bolachinha do Nody já moleirona que encontrei esta manhã caída debaixo da arca frigorifica?
Elas gostam de miolinhos pois gostam, mas ainda que eu não varresse a cozinha na parede eles nunca estariam, não é?

Ontem à noite resolvi pisa-las.
Mas como é lógico, quanto mais formigas se matam mais aparecem.
E carregam as mortas. Para quê?
Será que teem cemitérios, ou serão canibais?

Hoje ao almoço aspirei-as. Não são muitas é certo, mas eu não quero lá nenhuma.
Eu tenho uma bisnaga de pó que uso habitualmente no quintal mas... onde o ponho?

Não sei de onde vêem nem tão pouco teem carreira.
Preciso de sugestões, uma ideia boa ou mesmo ridícula que seja pode ser que me dê uma luz.


Só não vale dizer “não sei” ou para pôr na salada, porque essas duas ideias eu também já tive mas... não servem.

quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Conversa séria

Anteontem quando me levantei estava um calor abrasador em casa.

Escancarei todas as janelas para fazer corrente de ar e aproveitar o fresquinho da manhã para refrescar as casitas.

Para mim o que se passa dentro de casa, seja bom ou mau, não tem forçosamente que ser visto e ouvido pelos vizinhos.

Sendo assim fui levantar a menina recomendando que falasse baixinho e explicando que as janelas estavam abertas.
Assim tomou o seu banhinho.

Já no final do banhinho digo-lhe “ querida, falta lavar o pipi e debaixo do braço”.
Com uma arzito sério responde-me: “Mamã, preciso de ter uma conversa sobre o pipi”

Úi! (um dos temas que mais me preocupa vir a falar com os meus filhos é exactamente sobre sexo).

Pensei para mim própria que ela tem apenas 6 aninhos e não seria por certo uma conversa muito “espinhosa”.

Mas pelo sim pelo não...
“Querida, agora as janelas estão todas abertas...”

Em alto e bom som:
“Oh mamã!! O Pipi é o passarinho bebé que o vovô encontrou caído no chão!”

Mas... quem é que tinha falado em tratamento diferente para cada assunto?
Era suposto falar baixinho... SEMPRE.

sábado, 28 de Julho de 2007

Fui plagiada

Pois é, fui plagiada!
Um plágio que é um prémio!
Estou feliz!
Este é a “breve descrição” do topo do
blog que me “levou” este post.
“Levou” e avisou.



Plagiadíssimo III " Terceira Edição "
""O MELHOR QUE SE PÚBLICA NA ESFERA BLOGUIANA AQUI SE VAI REPUBLICAR SEJAM LETRAS IMAGENS OU PONTOS NADA ME PERTENCE TUDO É VOSSO""



Será que eu estou a sonhar, ou será que o Zeca estava “mal dormido”?

Não interessa.
Estou contentinha!

quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Besta? Eu? Por decisão de quem?

Há quem se sinta incomodado por eles, há quem não concorde com a sua existência.

Empatam, andam devagar e no meio da estrada, são lentos, ás vezes parece que não sabem o código (ás vezes??) e são quase sempre velhos.

Mas eu sempre os compreendi...

São pessoas que toda a vida andaram os Invernos em cima de uma motorizada, ao frio e à chuva. Tiveram uma vida dura, não foram é escola e sempre sonharam ter um automóvel confortável, quentinho e onde não precisassem vestir fato de oleado.

Emociono-me quando vejo uma cabeça grisalha ao volante de um “ora pourra”.
Também há quem lhe chame “mata velhos” mas eu... recuso-me a faze-lo.

Quando não posso passar, abdico da minha pressa, sigo paciente e atentamente atrás deles.
Acho que sim, que são merecedores daquele conforto.

Admiro a forma dedicada como os tratam: almofadinhas, bonequinhos... e raramente ou quase nunca se vêem sujos como os automóveis.

E logo comigo, que penso assim é que foi acontecer aquilo.
Senti-me tão injustiçada...

Ia eu no meu “bolinhas”, quando vejo uma peoa (peão no feminino) a atravessar o largo e parar no meio dele.
Na ponta do largo estava um casalinho de cabeça grisalha, montados num dos tais “automoveizinhos” parado.
Tudo bem, como tinha espaço suficiente e o transito é só num sentido desviei um pouco e passei ao lado da peoa.

Então oiço um grito: “E nem os deixa passar, é mais besta que... “
Não percebi o resto.
Não parei.
Berrei a plenas pulmões “vai bardamerda!”.

Fiquei satisfeita.
Agora sim, atitude à altura daquilo que me foi chamado.

Foi então, e só então que entendi que a ideia era parar o transito para eles saírem do estacionamento. (!!!)

Estou arrependida do grito que dei.

O que eu devia ter feito era apear no meio da via e perguntar se era comigo que falava.
Mas ainda bem que não o fiz porque certamente o “barraco” iria longe.

Não gosto de “armar barracos”, nunca o fiz mas... não sei, não sei... talvez um dia ainda me estale o verniz.

7 factos


Alguns "alguéns" me passaram "os sete factos".

As minhas "andanças interneticas" estão tão caóticas que já não sei ás quantas ando.
Desculpem.


Ei-los aqui:

O facto da natureza não me ter dado gémeos fez com que hoje tenha duas crianças com um 13 meses de diferença.

O facto de me deitar tarde faz com que tenha de pôr o despertador na outra ponta do quarto para ser mesmo obrigada a levantar-me.

O facto de não gostar de praia faz com que há 7 anos que não vá lá.

É um facto é que cada vez tenho menos paciência para aturar certas pessoas.

É um facto que ando pouco a pé.

É um facto que deixei atrasar tanto os desafios e prémios que não vou conseguir responder a todos.

É um facto que não consigo arranjar mais 7 para desafiar que ainda não o tenham sido.


Assim sendo...
... passo a quem não fez.

terça-feira, 24 de Julho de 2007

Tenho a plantação de feijão verde a rebentar pelas costuras.
Vagens por todo o lado.

Os feijaneiros agonizantes imploram por uma mão caridosa que lhes arranque das entranhas o produto do seu ser. Não aguentam o peso e arrastam-se na terra molhada.

E eu?

Eu proclamei em casa a semana do feijão verde.

- Ponho no cozido

- De azeite e vinagre

- Puré

- Com batatas, cenoura e carne

- Cozido em água e sal para acompanhamento de pratos de carne.

E mais? Que posso eu mais fazer?

Alguém tem uma ideia luminosa?


sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Vicio dos blog’s


É o que dá andar de blog em blog.

Ando por Blogs do dia a dia - eu também tenho dia a dia

Ando por blogs de bebés – também já fiz dois

Ando por blogs de ponto cruz – também fiz imensas obras e estou novamente activa

Ando por blogs de decoupage – eu sabia lá o que era isso.

Pois então quis saber, quis experimentar.
Comprei umas coisitas no ponto cruz online e segui as instruções.
Inventei outras.
Fui ao Intermarché e “agarrei” num prato branco.
Agarrei nos guardanapitos de embrulhar as sandes dos meus meninos e ...
deu no que viram lá em cima.
Mas é chato de fazer. Prefiro o ponto cruz.

terça-feira, 17 de Julho de 2007

VOLTEI

Férias a quatro durante uma semana pela primeira vez.

Foi tão bom!

E já se passaram...

Mas voltei feliz!

O que chorei foi de felicidade.

O que descobri foi... que não havia nada de menos bom para descobrir.

O que ralhei deixa-me saudades e o que gritei não me deixou rouca.

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Tenho 15 dias de trabalho em atraso.
O dia de hoje está complicado.
Amanhã já conto ter mais um tempinho.

sábado, 30 de Junho de 2007

FÉRIAS

Pois é, vou ficar de férias.

Não sei se estou contente ou triste.

Tenho tantas coisas boas para fazer.

Mas também tenho tantas coisas chatas para fazer.

E também algumas coisas por descobrir...

Sei que vou rir muito, sei que vou gritar muito e ralhar.

Mas também sei que vou chorar.

Eu choro por tudo.

Sei que vou chorar de alegria e de emoção mas tenho medo de também chorar de tristeza e de medo.

Desejem-me sorte!

Voltarei dia 17.
Até lá vou ter saudades vossas.


* * * * * * * * * * * * * * *


"Já não cheguei a tempo...Bjs"

Este foi o comentário nº 1000.

Se quiseres e puderes manda um mail com o local para onde enviar, não um prémio... mas sim uma coisinha simbólica.

terça-feira, 26 de Junho de 2007

Idades diferentes, diferentes visões

Lá ia eu no meu popó levando o meu menino no banco traseiro até ao Jardim-de-infância.

Ao avistarmos a escola primária vejo uns putos empoleirados no poste da luz.

Os telhados encobriam parte do corpo pelo que só lhes via a parte superior.

“Ái filho, olha lá aqueles meninos a portarem-se tão mal...”

Mas o menino não entendia

...”subiram o poste da luz, que coisa tão perigosa”...

E o menino continuava sem entender

...”a escola deles já terminou e mesmo assim estão ali”...

O menino não via os putos

“...é tão perigoso porque é alto e os fios eléctricos...”

Comecei a ficar passada com a falta de percepção da minha criança até que chegamos mesmo perto e...
fiquei tão parva comigo mesma.

Como é que ele podia ver os supostos putos se “aquilo” eram os homens da luz a arranjar o poste, e para ele são... senhores!

Para mim também já foram senhores, depois passaram a ser gajos bons e agora foram promovidos a putos.

Lembro-me de quando achava que ter 19 anos era ser velho.
Agora já acho que aos 30 anos se é novo.

Quanto mais alto se sobe... maior é a paisagem.

Gosto!
Gosto do patamar em que me encontro agora.

sábado, 23 de Junho de 2007

Comentário 1000

Quem será o comentador do comentário 1000?

quarta-feira, 20 de Junho de 2007

O meu primeiro amor


Não me lembro desse começar mas, acredito piamente que tenha sido ela o meu primeiro amor.
Aquela onde eu comecei a existir, a primeira pessoa que senti, que me deu o primeiro alimento, que soube que eu era eu antes mesmo de eu o saber, um coração que bateu comigo e para mim...

Ela... a minha mãe.

E foi para ela que eu fiz o meu primeiro bolinho de aniversário.
Fiquei tão feliz que não resisti a mostrar.
E é tão saboroso que acho que nunca mais vou gastar 4 contos por um bolo de pastelaria que já tem sido bem piores que este.

Está um pouquinho apategado na decoração, eu sei, as folhinhas deviam ter ficado mais de pé, as letras são de escola primária mas...
Bolas! Foi o meu primeiro, teem de compreender!

Dedico esta minha vitória á Mónica, cujo blog saboroso eu dissequei quase literalmente, em busca desta maravilha.

terça-feira, 19 de Junho de 2007

Tomatada

O ano passado a colheita de tomate no meu quintal foi tão boa que ainda tenho vários quilos congelados.
A semana passada fiz uma tomatada com ovos (com peixe não gosto).
Saiu salgada mas comeu-se.

E agora? O que faço com os tomates que recebi?

As regras ditam...







Obrigado Miguel e Monika!

Já os tinha atribuído com muita dificuldade em eleger cinco dos meus habituais e a culpa consumindo-me por não caberem mais meia dúzia nesses cinco.

Mas... lembrei-me da peste que há montes de tempo não visito...

E assim surgiram as minhas novas cinco nomeações.

Algumas para blog´s que eu nunca tinha visto.
Mas o que vi hoje já chega e penso que não será necessário justificar.

Aqui ficam.
Deiam por uma voltinha por lá...

Âncora

Angel

Coração nas nuvens

Maria

Simão

quinta-feira, 14 de Junho de 2007

12 de Junho de 1945

Neste dia nasceu quem viria a ser o meu primeiro amor.
Não! Não foi há muito tempo!


Para o primeiro amor o tempo não passa e nunca tem demasiada idade.


Se este dia tivesse sido riscado do calendário antes do ano de 1945, este dia também nunca teria tido um certo acontecimento.


E hoje...
E hoje ninguém estaria aqui a ler nem... nem a tentar perceber porquê é que não estaria aqui a ler.


Eu queria...
Eu quero...
Eu gostava de nunca sentir este dia com um sentimento diferente daquele com que o sinto agora.
Parece que, uma vez passada a adolescencia e aquela ânsia natural de independencia, tendemos a considerar os aniversários como um sinal de velhice e logo, mais ou menos perceptivel... uma contagem decrescente para o final.

Não! Não é assim! Não pode ser assim!

O dia de aniversário não é para contar os anos que faltam viver.

O dia de aniversário é sim, para festejar o tempo há que já cá estamos!

sexta-feira, 8 de Junho de 2007

VISITANTE 5000

Estou triste!

Também queria estar na moda e seguir a tendencia bloguistica de dar prémios ao visitante nº qualquer coisa.
E para mim esse qualquer coisa seria o cinco mil.
Mas não sei como.
Não sei como quando dou por isso já vai nos 5 mil 300 e tal.
Como é que é possivel terem entrado aqui 400 vezes sem eu me apreceber?
Cá para mim deve ser o contador que está marado!

Quem será que passa sem barulho?

Digam apenas olá.

Bom fim de semana...

para os barulhentos... e para os caladinhos.

quarta-feira, 6 de Junho de 2007

No dia 29 de Maio recebi este simpático postalinho.
29,30,31,1,2,3,4,5 e 6

Levei 9 dias a pensar para onde mandá-lo e ainda não consegui decidir.
Será entregue com todo o seu peso a quem aqui o aceitar.
Por favor, decidam por mim.

Amanhã é feriado, que chatice.

Vou tentar levantar-me ás 6 da manhã para passar a ferro: 3 cordas de roupa estendida e já seca, um alguidar grande cheio e uma cadeira espreguiçadeira atulhada.

E já sabem, quem tiver um programinha melhor que o meu é porque já tem tudo passado, tem quem lhe passe ... ou não usa roupa passada.

Boas mini-férias... para quem as tiver!

segunda-feira, 4 de Junho de 2007

A chucha

Muitas mamãs lutam quase desesperadamente para que os seus bebés deixem a chucha.
Quando os meus a deixaram eu chorei com pena.
Acho que ninguém me compreendeu verdadeiramente, acho que nem mesmo eu.

Eu não falava com ninguém enquanto os meus bebés mamavam fosse no peito ou no biberão.
E nunca o fazia sem ser no colo.
Só quando tinha que dar aos dois ao mesmo tempo é que um ficava no carrinho e o mais pequenino no colo.
Muitas vezes disse ao papá que não olhasse para o lado enquanto dava o biberão à menina.
Sempre me fez impressão ver alguém a dar de mamar e a olhar para o lado ou a conversar. Ainda hoje faz.
Acho que também ninguém entendia esta minha “paranóia”.
Mas eu sentia, sentia uma canalização de amor.
Uma canalização de amor. Não sei explicar melhor.

--- X ---

Á 2ª feira, na SIC, depois do jornal da noite há o “Livro de reclamações”.
Falam crianças e/ou jovens sobre o tema do dia e comenta o psicólogo Eduardo Sá.
Hoje o tema vai ser a chucha, ouvi o anúncio na hora de almoço.
Não pude deixar de ficar triste.
Diz o psicólogo que o importante na amamentação não é o acto de mamar mas sim os olhos nos olhos e o contacto do corpo.
A chucha, mesmo não alimentando substitui a mama e... “mesmo a mãe não estando ali é como se estivesse”.

sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Dia da Criança



Parecem iguais?
Parecem ter os mesmos direitos?

Não podemos mudar o mundo mas...
podemos sempre fazer alguma coisa.

sábado, 26 de Maio de 2007

A caminhada

Sei onde cheguei: aqui, a hoje.
Sei de onde vim mas não sei para onde vou. E ainda bem que não sei.
Não sei se estou quase no fim do caminho ou... se nem a meio cheguei.
Onde estará o cimo da "montanha"? Será que ainda vou a subir? Será que já desço há muito? Ou iniciarei agora a descida?
Não é pessimismo. Não é tristeza. É sómente a incerteza que todos temos e na qual se pensa mais em certos dias.
Caminhar é muito bom. Chegar o mais longe possível.
Sabemos onde queremos ir... mas não sabemos até onde vamos...
Vamos até onde nos fôr permitido...
Estou feliz por chegar a esta meta...
Mas ainda não chega!

sexta-feira, 25 de Maio de 2007

O castigo (parte II)

O tempo estava bonito.

O sol fazia brilhar o verde das plantas do quintal e estava-se bem na rua.
Peguei numa roupinha sensível, no frasco de lava-lãs para roupa delicada, num alguidarinho de plástico e fui encher o tanque de água limpinha.
Surge a minha menina a correr para junto de mim toda sorridente e entusiasmada.
"Mamã, mamã!
É hoje que me vais dar as calças e a barra de sabão para eu lavar?"

O meu mundo quase me caiu aos pés.
Era suposto ser um castigo e não um divertimento.
E a minha "voz de leão" não terá tido então o mínimo poder "amedrontativo".
E eu a pensar que poderia ter sido dura de mais.


Oh! Que saudades dos tempos em que os pais levantavam um nadinha a voz e as crianças obedeciam logo.

Respeito, respeito onde é que tu andas?

Acho que começo a entender.

Acho que começo a entender quando os velhos dizem que "hoje em dia já não há respeito nenhum".

quarta-feira, 23 de Maio de 2007

O castigo (parte I)













Há umas semanitas atrás a minha menina vinha todos os dias da escola com a roupa riscada.

As calças de fato de treino, por norma cor-de-rosa, é onde os riscos se notam mais e são mais difíceis de tirar.

Várias vezes lhe chamei a atenção para o facto.
Dizia ela que quando terminava de fazer os trabalhos, enquanto esperava que os outros meninos terminassem não tinha nada que fazer.
Ah, pois!
Como não tinha nada que fazer riscava as calças... a minha doce menina.

E eu e a vovó que se desenrascassemos, não é?

E ainda por cima é coisinha que não sai se for lavado na máquina.

Um dia salta-me a tampa e “rujo com voz de trovão”:
“A próxima vez que isto acontecer, pegas nas calças e numa barra de sabão azul e vais esfregálas p´ro tanque!”

Ouviu e calou.

Imaginei-a chorosa e curvada sobre a tanque a esfregar as calças. O anelinho brilhava na sua mãozinha cheia de sabão.

Tentei analisar a sua expressão facial no sentido se perceber se teria sido dura de mais.
Por vezes tenho essa sensação mas... a crianças nem sempre são fáceis de “domar” e mesmo com o amor incondicional que temos por elas... enfim, paciência de mãe também tem limites...

segunda-feira, 21 de Maio de 2007

SURPRESA - Thinking blogger award

Ganhei esta surpresa.
Fui nomeada.
Não sei muito bem porquê mas também não vou pensar muito nisso.
Fiquei feliz e pronto.


E agora a minha tarefa será também distribuir 5 "Óscares" a 5 bloguinhos que me façam pensar.


E não será uma tarefa difícil.
Se tivesse escolher os 5 que mais gosto... isso sim... seria extremamente difícil.
Alguns dos que vou nomear até não são daqueles que mais visito justamente porque me fazem pensar e essa é uma característica que só me deixa visitá-los quando tenho tempo... sem pressa.
E muitas vezes passo lá imenso tempo e saio sem deixar um único comentário.


E aqui vão eles:


Monika

"O cantinho dos desabafos" de uma menina linda, corajosa e lutadora.
Uma daquelas pessoas que dá vontade de conhecer e cujas palavras nos convencem de verdade que viver é muito bom.


Fátima

Palavras doces e amargas, de dor e felicidade de uma GRANDE mamã.


Meggy

Devolvo a nomeação.
Não sei se será contra as regras mas... não tenho culpa que a minha nomeação tenho vindo de lá.


Piloto automático

Ultimamente um tanto ou quanto à deriva mas... acredito que há-de voltar.


Paulo Santos

Inactivo desde Janeiro... é uma pena. Porquê ?????


E a cada um destes 5 cabe.... nomear cinco que os façam pensar.

quarta-feira, 16 de Maio de 2007

O que fica na memória

Depois de um dia inteiro sem o ver, ontem saí do trabalho e fui buscar o meu menino que já estava jantado.

Ao chegar a casa:
“Mamã, vamos bincái.”
“Filho, a mamã tem que regar as flores. Queres regá-las comigo ou queres ver o zig zag?”
“Quéo vei o zig zag.”
E viu o zig zag sozinho enquanto eu regava.

“Mamã, já tá a dái os patinhos, vamos bincái?”
“Queres ajudar a mamã a plantar estas florinhas?”
Ficou super contente.

Bebemos um copo de leite e caminha com ele.

Hoje cantámos e rimos enquanto lhe dei banho, tomou o pequeno-almoço sozinho enquanto eu estendia a roupa e... escola com ele.

E são assim a maioria dos dias. E é isto que me faz pensar.

Que recordação deixarei eu aos meus filhos?
Que tipo de mãe serei eu?

A mãe que ao pequeno-almoço se deixa substituir pela Dora, o Nody, o Duarte, o Harry e o balde de dinossauros ou qualquer outro boneco do zig zag?

Ou a mãe que canta e ri no banho?

Quando digo que tenho uma coisa para lhe dizer, antecipa-se logo: “Já sei, tu adoras-me”. E diz que quando for velhote vai ser sempre o meu bebé porque eu vou estar no coração dele. E diz que eu sou feliz porque ele existe - e tem razão.

Mas... o que prevalecerá ao longo dos anos que vão passar?

Os menos momentos divertidos que passamos juntos e as palavras doces que trocamos?

Ou os mais momentos que passamos distantes?

Sim, porque a maior parte do tempo que estamos perto... é a dormir. Esse não conta pois não?

quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Recebi por mail



(Bom material para os "simpáticos" da Carina)




"Declaração de amor alentejana

Desda velhaca da acefa, que ficástes escarrapachada na minha alembradura. Condólho pra ti com esses bêços de mula, o mê coração prega purradões nascostelas, parece um trator a arrencar ecalitos naquela charneca.Se mamáres comé támo, se macháres comé tácho vamos pedir ao té pai quacête o nosso acasalamento.
Gosto de ti, porra!Dá-me um bêjo, atão!"




Desde o dia 29 de Março em "Barbara estrela brilhante" e do dia ? em ??? (não me recordo, quem fôr que se acuse sff)

Não foi muito tempo, pois não?




7 COISAS QUE FAÇO BEM
1 - Dormir com a consciência tranquila
2 - Ponto de cruz e Arraiolos
3 - Cozer meias
4 - Ouvir desabafos
5 - Trancinhas na minha menina
6 - Beijinhos nos meus meninos
7 - Pasteis de grão

7 COISAS QUE NÃO FAÇO BEM OU NÃO SEI FAZER
1 - Desenhar
2 - Estacionar á primeira entre duas viaturas
3 - Andar em grandes cidades
4 - Ligar telemóveis da marca Motorola
5 - Maquilhar-me
6 - Falar baixo quando estou mesmo muito zangada
7 - Tripas à moda do Porto

7 COISAS QUE ME ATRAEM NO SEXO OPOSTO
1 - Altura
2 - Fato e gravata
3 - Voz grave
4 - Pulseira de ouro e perfume
5 - Cabelo mais para o grande
6 - Simpatia
7 - Cavalheirismo e peitorais bem definidos

7 COISAS QUE DETESTO NO SEXO OPOSTO
1 - Bigode, barba e pastilha elástica
2 - Mãos sem um único pêlo
3 - Falar demasiado alto
4 - Cheirar mal
5 - Estar sentado ou parado de pernas abertas
6 - Cuspir
7 - Coçar o ******* em publico.


7 COISAS QUE COSTUMO DIZER
1 - Bom dia alegria!
2 - Nem um piu
3 - Adoro-te
4 - Pchiiiiuuu
5 - Fofinha / fofinho
6 - Um... dois... três
7 - Vai arrumar...

7 CELEBRIDADES (Que admiro)
1 - José Saramago
2 - João Cutileiro
3 - Nicolas Gage
4 - Álvaro Cunhal (não por motivos políticos)
5 - Duarte do zig zag
6 - Shakira
7 - Luís Vaz de Camões

BLOGUISTAS QUE DESAFIO

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sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Ser velho

Para mim, chamar velho não é depreciativo.
Para mim, dizer idoso é tapar o sol com a peneira.
A palavra velho é como todas as outras, depende do tom e intenção com que é dita.
A maldade não está nas palavras, mas sim no propósito de quem as pronuncia.
Acho eu.

Sempre imaginei que para ser velho e feliz, é preciso coragem.
É preciso pôr de lado sentimentos de poder e por vezes saber amar sem esperar manifestações de retorno.
Lembro-me de começarem a proliferar os lares, aqueles lares cuja mensalidade chega a custar 4 ou mais meses da reforma.
E eu pensei que seriam um paraíso.
Um paraíso para quem tem dinheirinho ou... muitos filhos que dividam a mensalidade.

Terça-feira passada visitei um desses lares.
È lindo!
Tem um jardim com um lago com repuxo.
Tem uma gaiola de passarinhos e um hamster.
E não vi tudo porque o tempo estava mau.

Mas, sejam as coisas lindas ou não, elas só o são caso o nosso coração assim o veja.

Ao abrir a porta para a amplíssima sala de estar, muito bem iluminada e limpa, senti um peso tão grande por baixo das minhas sobrancelhas. A base do nariz apertou repentinamente e tive que fazer força suprema para que as lágrimas jorrassem secas e invisíveis.
Deixando no meu caminho um rio de lágrimas secas e com um sorriso estampado no rosto, procuro no meio deles a minha tia, que não via à cerca de seis anos.

Um senhor sentado junto à janela empurrava um bolinho para debaixo do seu bigodinho.
Uma senhora cujas poucas rugazinhas deixam ainda espreitar um rosto que se adivinha ter sido de uma beleza real, lê uma carta escrita à mão dos dois lados da folha. Não pareceria sequer “apropriada” para aquele sítio, não fosse o andador que mantém a sua frente.
Uma outra senhora, cujo cabelo e colares pendentes em seu pescoço deixam antever uma esmerada educação, tira do talego a sua rendinha que vai fazendo.

“Ela é muito educada” – diz a minha tia.
E morava no monte onde eu cresci.

Nunca na minha vida tinha visto tanto velho junto.
Nunca se me tinha apresentado na frente dos olhos a imagem do meu futuro mais longínquo.
Muito, mas mesmo muito longe, de ser uma imagem desolante, foi uma imagem que me sensibilizou.
A moça que servia o chá, não sei se por gosto ou porque foi o trabalho que conseguiu arranjar mas, o sorriso com que o faz e a doçura de voz com que se lhes dirige deixam transbordando de amor os seus olhos de cor azul.

Onde estarei eu quando tiver a idade deles?
Também terei uma sala ampla e bem iluminada e virão até mim um copo de chá e um bolito pela mão de uns olhos azuis ternurentos?
Será que, no meio deles mas como ser igual, derramarei igualmente dos olhos um rio seco?
Será que terei uma carta para ler... pelo menos?

Ou será que passo a vida toda a correr atrás do futuro, para quando lá chegar sómente me alimentar do passado?
Tenho medo.
Tenho muito medo, não de envelhecer, mas sim de não saber envelhecer.

segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Fim de semana

Ontem fomos assistir a um espectáculo de dança.

Escolhi o lugar que quis (pois fui das primeiras a requisitar bilhete), mas... não tive hipótese de escolher quem ficaria atrás de mim.

Graças à querida senhora cuja voz doce e simpática atrás de mim tinha o poder de me dispersar do propósito para o qual ali me tinha deslocado fiquei a saber (entre muitas outras coisas que dada a sua grande importância esqueci de seguida), que:

- nos grupos de dança tem que haver sempre uma gordinha
- a Joana é muito engraçada a dançar
- a Helena estava mais uma vez com o cabelo nos olhos
- a bailarina ao rodopiar ficou tonta e por isso ficou zangada
- um dos bailarinos está sempre a olhar para o outro porque não sabe o que há-de fazer

E até como o pano corrido eu fiquei a saber que estavam nesse momento a colar um tapete ao chão.

A parva da gaja teve a sorte de ficar sentada atrás da minha menina que fica mais baixa que as costas da cadeira e se estiver de pé fica tamanho dum adulto sentado.
A minha menina tinha dificuldade em ver e levantou-se.

Depois de uns minutitos em que pude apreciar sem os comentários bónus vindos de trás oiço um bem audível “Olha, assim não pode ser”.

O papá disse à menina para sentar.
Eu olho para trás e vejo a filha da p***, quase deitadinha na sua “poltrona”.
Pois! Se estivesse sentada com o rabo em vez de estar sentada com as costas (como estaria se estivesse atrás de um adulto), não teria qualquer dificuldade em ver.

A minha menina pergunta-me “É o quê, mamã?”
“Querida, é que uns não vêem e outros não conseguem ouvir por causa dos comentários".- Respondi em voz bem altinha mas acho que a irritação da altura ditou a minha falta de inspiração.
A sujeita deve ter ouvido mas não sei se entendeu que era com ela.

Não sou de armar barracos em locais públicos, não falo alto e sou discreta, mas aquela parvalhona estava a dar-me a volta aos nervos.

Será que eu sou a única pessoa que detesta ser incomodado com comentários desnecessários e depreciativos enquanto aprecia algo que gosta?
Se não gostavam fossem embora!

Se ao menos fosse uma tia, mas nem sequer chegava a ser uma imitação mal conseguida.

Mas tirando isso foi tudo maravilhoso.

Sábado à tarde fui cortar o cabelo (não demorou nada, foi chegar aviar e sair) e fui ás compras... sozinha, sem telemóvel (eu não tenho), e sem dizer a ninguém onde ia nem quando vinha.

Foi tão bom!
Que sensação de liberdade!

Sei que fiquei bonita com o “novo” cabelo, embora ninguém me tivesse dito.
Ninguém não, a minha mana fez uma referência.

Obrigado mana, por existires... embora eu “reze” para que as tuas andanças interneticas aqui não cheguem.

sexta-feira, 27 de Abril de 2007

O que eu tenho de bonito

Adoro cabelos longos, adoro fazer penteados, admiro imenso aqueles cabelos negros e brilhantes das ciganas bonitas mas...

detesto ir a cabeleireiros, detesto aquele ambiente, nunca gostei.
Por isso mesmo só lá vou quando é para cortar ou ir a casamentos.

Ontem, como tantas vezes tem acontecido, a minha gentil família resolveu massacrar-me a cabeça nesse sentido.

Depois do jantar, enquanto o menino via o zig zag, pude mais uma vez constatar que de facto os meus cabelitos de estimação já gritam por uma tesoura.
Enquanto os observo no espelho, vão desfilando na minha memória imagens do meu menino que sempre adorou e adora mexer nos meus cabelos.

Pensei para comigo: "ele acha os meus cabelos lindos e vai dizer-me isso".
Teria o dia salvo se alguém me dissesse que os meus cabelos são lindos.
O meu ego tinha essa necessidade urgente.

Saio de rompante do wc e entro na cozinha.

"Querido, a mamã é bonita ou feia?"

"Bonita! A mamã é bonita."

"E qual é a coisa mais bonita que a mamã tem?"

"EU"

(...!...)

Meu doce menino,
o dia ficou ainda mais salvo e amanhã vou então cortar o cabelo.

terça-feira, 24 de Abril de 2007

Afinal eu sou... muito importante

Não tinha vontade de subir as escadas, arranjar as camas... enfim, toda essa azáfama da hora da deitada.

Foi por isso que ali mesmo na sala vesti o pijaminha à minha menina.
Dei-lhe um beijinho e um abracinho, disse-lhe que a adoro e "montei-a" ás cavalitas do papá que a foi deitar e lhe leu a história.

Nem cinco minutos passados e já me chamava com aqueles gritos estridentes que rasgam por completo os nervos de quem já os tem em franja.

Galguei as escadas treinando mentalmente o ralhete pois já lhes disse um milhão de vezes que o intercomunicador dispensa completamente uma gritaria tão alta. E além disso o papá tinha acabado de sair de lá.

Abro a porta do quarto e... vejo o seu nariz redondinho, os totós espalhados em cima da travesseira, o olhar brilhante no quartinho semi-escuro...

Saiu-me da garganta um baixinho "Que se passa querida?"

"Oh mamã, eu não sou capaz de dormir sem um beijinho teu.
Não é uma noite normal."

Dar-lhe um beijinho depois de a deitar faz de tal forma parte da normalidade do dia a dia que eu acho que ainda nem me tinha apercebido da importância que isso tem para ela.
Como sou tonta!
Fiquei sem saber.
Fiquei sem saber se deveria ficar feliz ... ou sentir-me culpada.
Acho que senti um misto de ambos.

segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Fim de semana ...

... de cáca.

Não existe outro termo que melhor o descreva.
Conhecem o género?

Passeios não houve. O tempo estava lindo mas não me apeteceu.
Limpeza da casa, passagem a ferro arrumações de guarda-fatos... tudo por fazer e por fazer ficou.
As crianças adoraraveis passam o tempo a embirrar, a desarrumar, a chatear...
A mim só me apetecia estar sózinha e em silêncio.
As lágrimas lavam a alma mas estas não. Brotam de uma fonte que parece estar na zona do estômago e teimam em fazer-se acompanhar de ruído. Porquê? Vá-se lá saber!
Depositei esperança que a noite me fizesse acordar bem hoje.
Ao jantar foi quando me apercebi que o papá iria estar fora - menos um a chatear.
Passei o serão sózinha: vi a telenovela e fiz um pouquinho de ponto cruz. Acendi o aquecedor. Uma da manhã. Ainda tinha a loiça do jantar em cima da bancada. Não foi sózinha para a máquina, grande parva! Ali dormiu.
Subi para me deitar. Tinha tirado os lençoís para lavar e tinha esquecido de pôr outros. A estas horas? Dormi sem eles, que se lixe "Com a maluqueira com que tás nem dás por isso", pensei.
Dormi bem.
O papá chegou de manhã e levou os meninos á escola. Não me apeteceu ir.
Pentei-me e olhei para o espelho.
Achei-me mais feia que o habitual.
Espalhei o cabelo pelos ombros. Pareceu-me melhor.
Abri o armário para guardar a escova. Um frasco de verniz de unhas há tanto tempo abandonado.
Ao dar rápidamente uma pincelada em cada unha é que reparei que aquelas peles que se empurram já estão bem crescidinhas... Há tanto tempo que não olho para as minha unhas sem ser para cortar..
Carrego três vezes no spray do perfume em minha direcção. Fecho o armário e viro-me... Novamente o espelho. Inspiro o ar perfumado e o espelho consegue devolver-me o meu sorriso. De imediato os olhos de enchem de água. "Desanda daqui" - disse para mim.
Senti vontade de sair pela janela.
É que tinha uma semana de trabalho á porta.


Do fim de semana safou-se uma coisinha que fiz bem e ficou óptimo. ISTO!
Obrigado Carina!

quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Saudades de voçês

Tenho saudades de voçês.

Vocês a quem tenho seguido nas vossas "histórias", realidades, fantasias, simpatias e quem sabe até mentiras.

Tenho saudades mas não tem havido tempo.

Tenho tanta leitura em atraso.

Tenho 15 minutos para fazer o que puder.

15 minutos para voçês.

sábado, 14 de Abril de 2007

Estou aborrecida


As minha ricas couvinhas estão infestadas destas maganas verdes.
Não as quero curar por causa dos cágados que andam á solta no quintal.
Este fim de semana vou ter que apanhar todas as couves e os espinafres.
Vai ser um aborrecimento ter que migar a couve toda para caldo verde (para congelar) e vou ficar com as minhas mãozinhas todas verdes e os dedos retalhados.
Grande chatice, ainda por cima cada vez que se pisa uma lagarta fica o chão todo verde.
Até já me passou pela cabeça não gastar mais dinheiro em aguarelas para as crianças.
Aquele verde é bem bonito e muito resistente.
Ou será que matar lagartas é maltratar aninais?
Preciso de canditados(as) a ajudarem-me na tarefa horticola deste fim de semana!
Alguém se oferece?

terça-feira, 10 de Abril de 2007

Estou de volta (ou talvez esteja).
Não com a mesma garra porque o movimento por aqui não o permite, mas sempre vai dando para umas voltinhas, mas muito poucas mesmo, pelo menos por enquanto.

Tal como no dia de Páscoa também o Carnaval foi marcado por visitas a familiares no hospital.
Estas e outras questõezitas teem feito com que este ano de 2007 não nos esteja a ser muito favorável mas, como se costuma dizer, "o futuro a Deus pertence" (a minha avó dizia muitas vezes).

quarta-feira, 4 de Abril de 2007

A semana está passando e agora que estou 5 dias mais velha, a vontade que tenho é de apagar o post.
Não o faço porque não quero destruir as atenções que tão gentilmente me dedicaram e também porque enquanto puder ler aquele sei que não escreverei outro igual.
E apetece-me comentar o meu post com aquelas palavras que classifiquei de ridiculas.
Mas pronto... haja força !
Obrigado por existirem.

sábado, 31 de Março de 2007

Hoje é daqueles dias que só me sinto bem com o rosto aquecido pelas lágrimas que caem.
Que só me apetecia dormir durante uma semana, ou duas, ou três.
É daqueles dias em que percebemos não somos nada. Como seria bom se o ódio resolvesse tudo.
Agora sei como são ridiculos os meus comentários aos vossos posts em que falam da saude das vossas crianças.

Agora sei como deve doer o meu constante "é preciso ter calma e ânino", agora percebo que talvez seja mais doce ouvir "tadinha dela".
A solução boa, seria arrancar o mal deles e pôr em nós, mas somos tão pouco que nem isso
somos capaz.
Ser mãe de crianças saudaveis torna-nos mais palermas.

Há blog´s de mães que são uma força que vive em prol dos filhos.
E é pensando nelas que me sinto ainda mais estupida.
Elas resistem, elas lutam, elas conseguem (e por vezes também perdem).
Mas... e eu?
Comparando com elas, para mim ser mãe é brincar ás bonecas.
Então porque choro?
Se não tenho arcaboiço para enfrentar pequenos tropeços que surgem no caminho, o que faria eu se tivesse que seguir durante toda a vida uma linha tortuosa?
Ao pé delas, ao pé dessas super mães... nós não valemos nada.
Sinto-me muito mal.

E quando penso que o meu problema até nem é nada comparando com outros... então aí... sinto-me uma verdadeira merda.
Peço a Deus que esta semana passe a correr, até nem me importo de ficar velha mais depressa.

quinta-feira, 29 de Março de 2007

Uma atenção especial...

Saio do trabalho ás 7 horas e ponho-me em casa em 2 ou 3 minutos.

O papá sai do trabalho 10 minutos antes mas... a 30 km de distância e ainda tem de trocar de roupa.

Por isso é normal que eu chegue a casa primeiro.

Mas ontem quando cheguei já ele lá estava.
Achei estranho. Entrei em casa e chamei.

Apareceu a descer a escada em "ceroulas", ainda a trocar de blusa, com um largo sorriso e de braços a esticarem-se para um abraço.

"Querida! Princesa!
Pedi para sair mais cedo. Sabes porquê?"

Passaram tantas coisa lindas pela minha cabeça.
Vivi tantas emoções e tanta expectativa naqueles breves segundos.
Mentalmente tentei lembrar-me de alguma data especial... algum pormenor da vida que me estivesse a passar em branco... um jantarinho especial, qualquer coisa que se pudesse espelhar naquele olhar tão doce... mas...

Perante o meu olhar incrédulo eis que se desvenda o mistério:

"Portugal vai jogar com... "

Já nem ouvi mais nada.

segunda-feira, 26 de Março de 2007

Muito prático

Ia eu a caminho do almoço.
Quando parei no Stop, vi no meio das ervas verdes junto a uma parede velha, um senhor não muito jovem, muito tranquilo, com uma pastinha de executivo e casaco castanho comprido nada fora de moda.
Parecia observar qualquer coisa.
Se fosse um homem vulgar eu adivinhava logo o que estaria fazendo.
Mas não era um homem vulgar, era um senhor distinto.
Fiquei preocupada e com uma certa pena do senhor.
Mas achei tão giro que apesar de já não ser um jovem, ainda se manter tão distinto e legante.
Talvez estivesse atrapalhado.
Feita parva pus-me a tentar averiguar e é ai que vejo um esguicho a cair nas ervas.
E a verdade é que só se via onde caía, não se via de onde vinha.

Que raiva, só de pensar nas voltas que eu por vezes tenho de dar quando estou apertadinha e não encontro o lugar certo.
Ser homem é de facto muito prático.
Deu-me cá uma vontade de dar uma apitadela, pode ser prático sim senhor, mas não é de bom tom. Acho eu.

quarta-feira, 21 de Março de 2007

Divertido ou ridiculo?

Hoje ao chegar ao carro para levar o meu menino á escola, deparei-me com o interior da viatura cheio de raminhos de mimosa.
Bolinhas amarelas dos ramos soltas pelo chão, bancos, por todo o lado.
No espelho retrovisor também estava um raminho.

"Mas que raio vem a ser isto?" pensei eu.
O menino estava tão admirado.

Bem á vista estava um bilhete escrito: "1º dia de Primavera. Primavera."

Pronto! Entendi tudo. Pensei em limpar rápidamente aquela porcaria toda.
Mas depois...

Entramos no carro.
Que cheirinho bom a Primavera!
O otorrinolaringologista perguntou se o menino tinha alergias, agora ficou mesmo provado que não tem.
Expliquei que "o papá enfeitou o carro porque hoje começa a Primavera".

E lá fomos nós a caminho da escola cantando canções de boas vindas á Primavera.
Inventamos a história de um passarinho que levou a noiva á cabeleireira para arranjar as penas e se casaram hoje.

"Por isso, numa destas árvores, pode ser esta, aquela ou aquela ali mais verde ou outra mais longe daqui, hão-de estar neste momento os noivos passarinhos muito felizes e bonitos a fazer a sua festa de casamento, porque hoje começa a Primavera".

Foi uma viagenzinha feliz, só não sei muito bem se terá sido engraçada ... ou ridicula.

terça-feira, 20 de Março de 2007

Fiz uma torta direita!

Há muito, muito tempo que fico triste sempre que tento fazer uma torta.
Metade queimado, metade cru. Não se conseguem enrolar de forma nenhuma, enfim... um desalento.

Há dias vi uma torta muito apetecivel no diário da cozinha.
Pensei, pensei mas... não me atrevi.


Resolvi culpar os tabuleiros e comprei um novo e maior.


E ontem aventurei-me mais a minha menina.


E RESULTOU !!! É verdade, resultou!


Ficou magnifica! Não tão magnifica como a original mas... é uma questão de prática, para a próxima há-de ficar enrolada mais apertadinha e há-de não ter a leve estaladura com que ficou.

Não a fotografei mas... espero que a Mónica não se importe.

sábado, 17 de Março de 2007

O tempo foge

Não tenho tido tempo nenhum para as minhas visitas aos bloguinhos que adoro.
A alguns, infelizmente, já deixei de ir, são impossiveis de abrir vá-se lá saber porquê.
E aos outros quase que também, porque o relógio não pára.
Já pensei várias vezes em reduzir o número, mas seria como fazer dieta e isso foi coisa que nunca fiz.
Hoje vou aproveitar (suponho que seja possivel), para ir a todo o lado.
Se alguém escapar e ficar triste pode apresentar reclamação.

BOM FIM DE SEMANA

quinta-feira, 15 de Março de 2007

São parecidos ?


Na minha casa existem dois quartos de criança, um em tons de rosinha e outro em tons de azulinho.
Mas, por questões de organização de âmbito familiar e também para que dividam um com o outro as coisas de cada um, acontece trocarem de quarto uma ou outra vez.

O meu menino gosta de acordar com a musiquinha alegre de uma guitarra.

A minha menina gosta de acordar com os cabelos da Barbie a fazerem cócegas.
Acorda sempre com um sorriso terno e faz miminhos á boneca.

Hoje o meu menino acordou no quartinho da mana.
Como era a boneca que estava á mão... não houve guitarra.
Em vez de um sorriso simpático com olhinhos meio fechados, salta de debaixo do lençol uma manápula de gaiato querendo agarrar os cabelos da pobre boneca.

Apressei-me a pô-la no sitio enquanto confirmava que de facto as diferenças entre homens e mulheres são totalmente inegáveis.
Igualdade pela qual lutar só mesmo a igualdade de direitos porque de resto não temos mesmo nada a ver.

"Bom dia, meu amor!"
"Mamã... onde é que tá o espanadoi?"
"Espanador?"

Ái se a mana ouvisse....

segunda-feira, 12 de Março de 2007

"O burro" da Isalia

A Isália é uma menina (comparada comigo) .
Entrei pela primeira vez no blog dela já não me lembro como.

Por ser uma pessoa com uma vida tão diferente da minha (era estudante na altura), á partida eu poderia até pensar que nada de interessante iria encontrar no seu blog.

Puro engano!
Continuei a visitar o seu blog e irei continuar.

Hoje vi "O burro" que a Isália publicou ontem.

Deiem uma espreitadela... há ou pode haver momentos em que pensar no burro nos ajude a "levantar".

sábado, 10 de Março de 2007

Os meus bebés cresceram

Costumo pensar muitas vezes, apesar de raramente o dizer, que uma das alturas mais belas da minha vida foi no tempo em que carregava a minha menina de meses nos braços e o meu menino na barriga.
Em que se falava no mano e ela fazia festinhas na minha barriga.

Vivia num segundo andar e a algumas pessoas fazia uma certa confusão verem-me subir as escadas.
Mas eu conseguia, gostava e era feliz.

Eles foram crescendo (graças a Deus), e eu sempre com a paranóia de querer prolongar o tempo de bebé.
Tive pena quando deixaram a chupeta, atrasei a largada do biberon ao máximo (durante muito tempo era só á noite, para ter aquele miminho não só para eles mas também para mim).
As fraldinhas - durante muito e muito tempo sentia-me tão infeliz nos hipermercados por não comprar pacotes de fraldas.

Mas a vida não pára e ainda bem que assim é.

A minha menina já perdeu imensos dentes de leite.
Mas o meu menino ainda mantinha o sorriso de bebé.
Mantinha, porque só esta semana já arrancou dois.
Dois dentinhos de leite.
Dois ao lado um do outro e em tão pouco tempo.
Para mim, foi mais uma despedida da minha fase de ter bebés.

É bom sinal mas não consigo deixar de me sentir... não sei explicar.

O próximo passo tenho de ser eu a dá-lo.
Mas já estou a adiar há uns tempinhos.
É tirar as costas das cadeiras do automóvel, é ficar só o assentinho.
Vai-me custar imenso mas alguma vez terá que ser pois há-de haver um momento em que será mesmo conveniente.

Tomei uma resolução: vou doar á casa de beneficência daqui as cerca de 350 fraldinhas dodot que me sobraram e tão carinhosamente tenho guardado até agora.
Mas as roupinhas, o parque, as carrinhos, a alcofinha, as cadeiras da papa, enfim tudo...
Sinto-me tão má e tão feia mas não consigo. Não consigo desfazer-me dessas coisinhas. São tesouros, cada pecinha guarda em si um momento, um sentimento, um sorriso, uma lágrima... uma saudade, muitas saudades.

A quem passar pela cabeça dizer-me “Faz outro”, posso adiantar que muitas vezes penso isso mas... seria uma aventura um tanto ou quanto louca.

Cada vez que jogo no totoloto, o meu objectivo é que me saia muito, muito dinheiro.

Tanto dinheiro que me permitisse deixar de trabalhar e ficar com uma vidinha boa.

Adoptaria uma ou duas crianças, daquelas já maiorzinhas.
O meu sonho sempre foi adoptar uma menina preta (e como o papá é branco só convêm mesmo ser adoptada).
Mas como tenho uma menina e um menino, traria mais outra menina e outro menino.

Meu Deus, estou a delirar, já não tenho idade para fantasias.

Mas pelo sim pelo não, vou já ao site da Santa Casa fazer uma apostinha
.

quarta-feira, 7 de Março de 2007

Eu sou um monstro aterrorizador

Não tenho olhos azuis.
Não tenho cabelos loiros.
Não sou uma morena espectacular e o meu cabelo já pede um corte.
Mas... caramba!
Acho que também não meto medo a ninguém.

Odeio quando se referem a mim como "a mulher" ou "aquela senhora" e faço questão de afirmar que não tenho como hobby assustar criancinhas.
Para além disso nunca como carne ao pequeno-almoço.
Arre!

"Não mexas aí que a mulher ralha"
É a mim que me compete ralhar com os filhos dos outros?

"Anda cá senão senhora leva-te"
Levo para onde?

"Olha que a mulher tá a ver" Ainda bem, é sinal que não sou cega.

Se não são capazes de manter os filhos quietos o problema não é meu!
Eu sei bem o que são crianças, também as tenho e as minhas não são nem melhores nem piores que qualquer outra.
Mas daí até me transformarem... que se... que se... que vão para a pourra!

Tenho vontade de esganar sim, pois tenho.
Mas não seriam por certo as criancinhas!

segunda-feira, 5 de Março de 2007

Tomilho

Agora todos os meus cozinhados de fim de semana são novidades da minha nova paixão.
Não, não fiz um segundo casamento nem nada do género, simplesmente descobri maravilhosas cozinhas no ecrã do meu computador.

No Domingo o almoço começou como uma história:


"Há uma menina com mais um ano que a mana, que vive num país onde há neve.
O jardim da casinha dela está todo branquinho e ela pode escorregar e brincar como a Heide nas montanhas.
A mamã dela tem o mesmo nome da madrinha e faz um franganinho com salsichas que a menina adora."
Ficaram encantados com a menina a brincar na neve.




"Também há dois manos, uma menino e uma menina, mais pequeninos. O menino sabe falar como o A. e o P.
A mamã dele também faz este franganinho e ele adora."
Ficaram encantados com os facto de saberem falar como o # e o *. ( O # e o * são dois coleguinhas chineses do Jardim de Infância).


Foi um exito!

Eu fui a que apreciei menos (não simpatizo muito com as salsichas, mas é mesmo uma questão "pessoal").

O papá então... adorou.
Esta não foi só para experimentar, vai mesmo passar a fazer parte da rotina!


P.S. Descobri o tomilho.Não sabia o que era nem conhecia o sabor.
Agora até já comprei um vaso dele para ter no quintal.
Só não sei se dá todo o ano como a salsa e a hortelã ou se seca e tem que ser semeado como o poejo. O tempo o dirá!

sábado, 3 de Março de 2007


sexta-feira, 2 de Março de 2007

Bolo de limão preto

Por vezes parece que estou a enlouquecer.
Não uma loucura selvagem mas uma loucura lenta e apática.
Não me apetece comer, não me apetece fazer nada em casa.
Até tomar uma chuveirada quentinha e reconfortante se tornou um martirio para mim. Não me apetece tomar banho, não me apetece lavar os dentes, não me apetece deitar, não me apetece levantar.
Hoje deixei o despertador na outra ponta do quarto para não ser só esticar a mão.

Agora o meu menino apanhou um tique: quando fala estica a pele do queixinho. Já fizemos vários reconstituições do dia que que surgiu (3ª feira) e não nos lembramos de nenhum acontecimento fora do normal.
Hoje de manhã só fez duas vezes, quando se esforçava para se lembrar de algo.
Noto que faz mais quando se fala no assunto. Só espero que hoje na escola não continuem a perguntar-lhe.

Hoje estou mais confiante que vai passar, mas ontem estava tão deseperada que não jantei.
Agora quanto estou triste só me apetece fazer bolos, parece loucura pois os bolos são para festejar.

Depois de o pôr na caminha fui fazer um bolito daqueles simplórios e normais mas que calham bem e são docinhos.
Enquanto o bolo cozia rabisquei a tigela onde o bati e fiquei a comtemplar a mesa toda deserrumada.
Foi chegando até mim um cheirinho a queimado tão suave e agradável que fiquei assim muito quietinha a deliciar-me. Que cena ridicula!
Só depois me apercebi que o forno tinha também a resistencia de cima ligada.

Resultado: antes de crescer queimou por cima.
Depois cresceu e a massa mole rebentou o queimado e fez uma montanha no centro com massa escorrendo tipo lava. Ficou lindo mas acabou por "tostar" novamente.

Para finalizar: ficou um lindo bolo preto com sabor a limão e interior amarelo e fofinho mas... ao qual é necessário tirar a "casca" de cada fatia.

Escrevi este post com a finalidade de me ler a mim propria.
Sinto que está tudo errado e preciso tentar ver a coisa pelo lado de fora na esperança de achar uma parvoíce tão grande que me faça "reabilitar".

Vou espreitar bloguinhos a ver se alegro.

quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Aventuras e desventuras internéticas na cozinha

Desde que descobri os blog’s culinários (o deslumbramento ainda não passou), que tenho um dossier encima do forno eléctrico onde vou colocando ás páginas com receitas que imprimo para "um dia" fazer.
Já me calharam umas mal, como as queijadinhas de leite que passaram de cruas a queimadas sem nunca estarem cozidas, outras bem e outras muito bem.

Este fim-de-semana fiz esta pescadinha, estava super deliciosa e recomendo mas eu não me safei muito bem com a mistura de farinha e água: fritou antes de misturar ao azeite já quente. Mas isso em nada alterou o fato de estar óptimo e para a próxima já sei.
E fiz também este Pão de banana.
Mas eu percebi porque é que se chama pão. A massa é mais rija e o bolo ao crescer comporta-se como um autêntico pão.
Ficou delicioso com um cházinho de limão.
Não tirei fotos mas fui buscar as "originais" a dois dos meus bloguinhos comestiveis preferidos, para alegrar aqui a coisa (Um cantinho na cozinha e Experiencias na cozinha).
Por acaso alguém sabe, se não haverá algures neste mundo tão imenso, um receitoblog de receitas sem sal?
É que eu ando desesperada á procura de alguma "fórmula mágica" que possa substituir o sabor a sal na comida.

segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Crónica Feminina

Alguém se lembra desta revista?

Foi a primeira que eu conheci.

Quando eu era pequenina a minha prima que era já grande lia a crónica.
Saía todas as semanas e ela dava-me as velhas.
Quando mudou de casa deu-nos talvez umas cem ou mais.
Penso que ainda hoje no sótão dos meus pais, hajam algumas resistentes.

Serviam para tudo: ler, brincar, fazer colagens e dobragens, destacar folhas para fazer colecções de cada tema e até para ir fazer cocó para a nossa mãe não achar que gastávamos muito p.h.(nós morávamos no campo e íamos atrás dos sobreiros). Divertiamo-nos a fazer "papagaios" com metros de papel higiénico atados a na ponta duma cana e íamos pelo campo fora a correr para fazer voar o papel.

Ainda hoje tenho um "livro" encadernado por mim (devia ter 10 ou 11 anos), com as fotonovelas a preto e branco que vinham em episódios nas páginas centrais.

Uma das páginas dessa revistas era de adivinhas.
Aquela que nunca mais esqueci foi a que coloquei neste post.
A ideia era ver até que ponto poderia passar por aqui alguém que pudesse ter tido uma vivência parecida com a minha em relação a uma revista que naquela altura tinha a sua importância.

E a resposta é:
Ambos estão fora da estação.

sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

De volta a casa


Após uma semana a vovó está novamente em casa.
Chegou à pouco.
Pelo menos por enquanto não vai ser necessária intervenção cirúrgica.
Agora é esperar que as coisas corram bem.
Uma coisa já eu vi que não está a ajudar nada: criou muitas amizades que agora teve de deixar.
A colega de quarto teve tanta pena de ficar sem ela que piorou.

Á equipa médica, enfermeiras(os), ao pessoal da limpeza, dos almoços, a toda a gente do bloco de cardiologia daquele hospital, o meu muito obrigado por existirem.
São simplesmente fabulosos.
Só não mando uma cartinha de elogio a estas pessoas para o director do hospital porque penso que não valerá a pena.
Ou será que valeria?

quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Segunda feira não vim trabalhar e só tenho net no trabalho. Agora estou aqui mas sinto-me muito "pesada" e sem paciencia para aturar os clientes. Só me apetece ir embora. Estou atolada em trabalho e vai ser dificil visitar os meus adorados blog's. Quando respiro fundo sinto uma leve dor no peito do lado direito e qiando estou de pé sinto o meu corpo fazer força para se sentar.

A minha mãe está melhor. Ontem os meus meninos foram máscarados visitá-la ao hospital. Agora já come e gosta da comidinha do hospital.
Mas a ausencia dela das nossas vidas (ainda que por breve tempo), faz-nos perder complectamente a órbita. É á volta dela que tudo gira, preocupa-se com todos, ajuda todos, é o centro do nosso universo.

"Mamã tenho tido uma vida agitada e tenho tido medo."
"Porquê filha?"
"Vida agitada porque vou a ... ver a vovó muitas vezes e medo pela vovó."
"Medo que aconteça o quê querida?"
"Medo que a vovó morra."

São os meninos que me "obrigam" a rir, brincar, cantar...
O "teatro" que faço para eles 24 horas por dia, acaba por servir para mim também.

Águem me sabe explicar com é aquele desentupimento que se faz com uma sonda da virilha até ao coração? Que dores dá, que sensação, se tem recuperação rápida, enfim essas coisas.

sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Ontem

Ontem foi dia de desfile de Carnaval nas escolas dos meus meninos.
Eu vim trabalhar.
Os desfiles eram em simultaneo partindo de sitios diferentes.
Mas a vovó lá estaria como o seu sorriso tirando fotos num e noutro, pois eles acabariam por encontrar-se.
Mas a sessão fotográfica não foi conseguida totalmente. Antes que as duas escolas se juntassem a vovó sentiu-se mal.
Da parte da tarde não vim trabalhar.
Fomos á urgência de onde partiu de ambulancia para o hospital.
Eu fui de carro, sózinha e sem telemovel sem saber o exacto caminho para o hospital, muito embora já lá tenha ido vários vezes. Felizmente aquela cidade está muito bem servida de placas indicativas.
Ficou lá. Enfarte com angina qualquer coisa que esqueci por nunca ter ouvido falar.
A minha vida está um caos, mas consigo manter-me calma graças á "representação" que é necessário fazer para os meninos.
Não estou pessimista mas tenho medo. Muito medo.
A minha mãe é o meu suporte.
E os meninos quando saiem da escola eu estou no horário de serviço, quando vão ás actividades extra escola eu estou no horário de serviço.
Iriamos fazer filhoses e pastéis este fim de semana.
Não sei como me vou desenrascar para a semana.
Ainda tenho quase metade das férias do ano passado mas... é dificil tirar férias.
Sinto-me triste, inútil, desorientada, mas não desesperada... por enquanto.
Estou crente que vai correr tudo bem.
A viagem de carro a caminho do hospital foi a mais dificil. Lembrei-me tanto da Keridalindinha.
O meu pensamento atravessava as nuvens mais negras. Sou pessimista por natureza.
Liguei o rádio do carro. Sempre aprendi em momentos tristes desligar televisão e musica.
Costumo ouvir o rádio no vlume 7 ou 8. Quando o papá põe no 11 eu já refilo que é uma grande gritaria. Mas precisava de colocar a musica de forma a que o som abafasse os meus pensamentos. Só quando desliguei é que percebi que tinha no volume 25.
Mas tenho fé. Ela esteve sempre consciente e a falar. Só que a dor persiste.
Desde ontem que não sabemos nada dela. A visita é logo á tarde. Só espero que a noite tenha corrido bem.

quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

? ? ?

Qual a semelhança entre um comboio em andamento e um chapéu de palha no mês de Janeiro?

segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Yuuuuupiii!

Já não sou anónima!
Agora podem parar de me culpar por tudo de mal que acontece nos vossos cantinhos!
Sinto-me tão livre!

Mais uma vez...

Da outra vez fui já com a consciência do que queria fazer: nada, absolutamente nada.
Não decidir, não pesar em nenhum dos pratos da balança, apenas contar como pessoa existente.

Mas ontem não.
Ontem foi sofrido.
Pensei em não ir.
Mas fui... arrastada pela minha própria consciência, fui.
Sem saber o que fazer. Eu não quero uma coisa mas também não quero outra.
E mais uma vez foi em branco. Não é cobardia, é mesmo conflito de sentimentos opostos.

Com este resultado não estou contente nem triste.
Se o resultado fosse outro, não teria ficado contente nem triste.

Ambos os lados tinham argumentos com sentido.
Ambos os lados tinham argumentos perfeitamente estúpidos.
Para mim, as campanhas só serviram para enfastiar.

O que me deixou triste foi que a minha mãe se interessasse pelo assunto. E o meu pai também foi.
E não falo sobre o voto com a minha mãe, porque tenho medo. Tenho muito medo de saber qual a sua opção.
Mãe é mãe, é sagrada.
E talvez por egoísmo ou não, eu não posso aceitar que a minha mãe me diga que aceita, afinal foi da sua barriga que eu vim.
Tenho uma irmã que adoro.
Mas se agora soubesse que poderia ter tido mais... acho que não conseguiria nunca mais olhar para a minha mãe da mesma forma.
Se ela votou não... está tudo dito.
Se ela votou sim... tudo pode (ou não) ter acontecido - a dúvida é o mais temeroso dos sentimentos.
Não adianta estarem a pensar "que estupidez", não vale a pena porque eu já sei. No fundo todos os medos são estúpidos.

Só quem passa pelas coisas é que sabe dar o real valor.
Eu, felizmente não sei o que é estar do outro lado.
Por isso não consegui decidir-me...
Mas fosse qual fosse o resultado, dada a alta abstenção, seria sempre um resultado "no ar".
É como um jogo de futebol ganho a grandes penalidades.
O resultado nunca é justo.


xxxxxxxx


Aproveito a oportunidade para informar o(s) anónimo(s) que este texto foi feito com um corrector de palavras.
Mas se mesmo assim tiver subsistido algum erro ortográfico faça(m) o favor de corrigir que eu farei a alteração.

Obrigado por existirem.

sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Aceitam-se sugestões

Hoje durante o caminho, como em tantas outras alturas, a minha menina muito pouco á vontade voltou a dizer que gostava que eu tivesse outro bebé.

"Tu já tens o mano..."
"Mas eu queria ouvir o bebé..."
"Tu ouvias o mano e davas-lhe beijinhos!"
"Mas eu queria ouvir agora que já sou maiorzinha"
"Oh querida, quem é que disse que os bebés se ouvem na barriga?"
"Foi a x"
(educadora de infância do ano passado)
"Mamã tenho uma pergunta para te fazer."
Tinhamos chegado ao destino e desliguei o motor.
"Diz lá querida"
"Oh mamã, qual é a portinha secreta da mãe?"
"Oh querida, a mamã explica-te isso com mais tempo que agora estamos a chegar"
"Está bem"

É lógico que não estou a pensar em chamá-la para a dita explicação. Mas, mais cedo ou mais tarde ela vai lembrar-se e voltar a perguntar. Outra vez falta de tempo não me parece boa ideia.
Mas o que se diz a uma menina de 6 anos sobre a porta secreta? A resposta até a mim me assutava já depois de estar grávida, e não tinha eu 6 anos.
A ideia de que o Sr. Dr. faz uma abertura na barriga com uma faca também me parece um tanto ou quanto possivel causadora de sonhos maus.

Lembro-me de em pequenina ter ouvido uma conversa de mulheres sobre cesariana. A imagem que me ficou e me atormentou durante muito tempo foi uma mulher deitada numa cama na cozinha, cortarem a barriga com uma serra electrica e respingar sangue pelas paredes até á chaminé.
É claro que não se passou assim, mas foi assim que a minha imaginação propria da idade me permitiu ver.

Não estou alarmada nem desesperada, mas estou bastante a toa, não sei o que dizer.

sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Agora posso






Pois é, pois é, agora preparem-se meus bloguinhos preferidos.
Agora posso ser antipatica, má e até malcriada.
Sabem, cansei-me da insistencia continua e repetitiva que acontecia várias vezes ao dia e... acabei por passar para o novo blog.
O resultado não foi mau, acho eu, só que... não me deixa comentar outros blogs.
E eu não aguento isso. Como tal, até que a situação se resolva vou comentar como anónima.
ANÔNIMA ( com chapeuzinho no "o" e tudo), vai ser uma delicia!
É certo que também há anónimos queridos e fofinhos, mas bolas, se eu quizer ser querida e fofinha posso sempre fazê-lo sem me esconder.
Enfim, posso dar largas ao meu mau feitio.
Obrigado novo blog por esta oportunidade!
Pois, pois, agora quando receberem comentários malucos não se esqueçam de fazer o favor de pensarem que sou eu.
Este é o grande mal das palavras escritas.
São interpretadas por quem lê sem fazer a minima ideia de com que cara são escritas.
Mas não há-de ser nada, eu ponho sempre uma marcazita para não haverem duvidas.

quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Inicio de dia

Levanto-me sem vontade.
Tenho alguma dificuldade para fazer as calças passarem nas ancas.
Constacto que está a chover e não posso estender a roupa no quintal.
As cordas da cave estão tiradas por causa das obras.
Deixei a máquina cheia de roupa lavada, vai dar muito mais trabalho a passar a ferro.
Penteio a menina e apercebo-me que brevemente vamos ter novos episódios com os visitantes.
Ao sair de casa não consigo abrir a mala do carro para tirar o guarda-chuva.
A sombrinha da menina está perdida no meio da confusão por causa das obras da cave.
Molhei-me.
Chegamos atrasadas á escola.
Com uma sombrinha emprestada fui levar o menino.
Mesmo com guarda-chuva molhei-me.
Fui levantar dinheiro ao multibanco.
Molhei-me.
Fui pagar os almoços escolares e descobri que o ballet estava por pagar desde Dezembro.
Estava tão atarantada que ao sair do gabinete levantei a sombrinha para a abrir quando ainda me faltava percorrer um corredor, 2 patamares de escadas e a sala de entrada até chegar á rua.
Fui á farmácia comprar nova dose de champô "especial". Haja bichesa com fartura que o champô traz oferta da loção e não se paga mais por isso.
Apanhei mais uns "pingos".
Fui ao correio pagar uma multa que não é minha.
Quase pisei uma poia de cão e continuava a chover.
Fui comprar uma empada porque não de manhã só comi 3 bolachas shortcake.
Ao abrir a sombrinha cái a empada no chão molhado, mas com estava dentro dum saquinho de plástico apanhei-a (lembro-me de ir á venda comprar pão e as senhoras comentarem: "Ái Nossa Senhora como a vida tá. Daqui nada já um pão custa aquase vinte escudos". A empadita custou 0,75€ - 150 escudos, uma fortuna).
Vim para aqui e para abrir a porta apanhei a derradeira molha.
Agora aqui estou: o casaco ensopado pendurado nas costas da cadeira e eu...
e eu pareço um bebé com fralda a andar de perninhas afastadas e sem dobrar os joelhos.
As calças calças estão molhadas até ao joelho e geladas.
Para rematar:
A parva da empada tinha uma pedaçito de gordura.
ODEIO GORDURA !!!!!!!!!!

quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Dei-lhe um murro

Pois foi, ontem dei um murro na minha menina.
Um murro de punho fechado na sobrancelha direita, até senti a moleza do olhinho.
Fiquei tão aflita que a abraçei a rir e a dar beijinhos.
Ela começou a choramingar mas ao ver-me rir depressa começou a brincar também.

Eu não sei como é que voçês despem um casaco quando estão com pressa.
Eu fechei a mão para segurar a manga e estiquei o braço para trás.
Um gesto talvez não muito fino e delicado mas complectamente inofensivo, não fosse a minha menina ter o hábito de nos seguir como uma sombra principalmente enquando nos deslocamos apressada e atrapalhadamente com a falta de tempo.

E foi assim que aconteceu.
Depois de passar senti-me muito mal por ter levado a coisa a rir.
Mas agora estou feliz por me ter dado para isso.
Dessa forma acabamos por recordar o espisódio de uma forma cómica e não trágica.

Mas não consigo deixar de pensar que é nestas pequenas coisas do dia a dia que podem, inadvertidamente, acontecer acidentes graves.

Felizmente não foi nada.

terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

São fases

Depois da fase dos bebés, do ponto cruz... eis que surge uma nova: a das comidinhas.
Começei por procurar umas empaditas e descobri um mundo novo.
Um mundo que me metia medo pois o leite creme que vi num blog foi directamente para o lixo.
Voltei a arriscar com a Mollotof e fiquei super feliz.
Tão feliz que segui os links da Ligia e descobri novas coisinhas.



Uma dessas coisinhas foi este delicioso pãozito. Sabe um bocadinho a piza e talvez tenho sido isso a chave do sucesso.
Não tirei foto, esta é do diário da cozinha.
A unica diferença é que como não tinha queijo ralado... ralei-o eu.






E este bolinho?
Os meus meninos adoraram fazer e comer.
Também não tirei foto mas... para quê? Ficou tal e qual!
Este é dos Sonhos Culinários.

segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Um, dois, três ...

Não, não são os três porquinhos.
São três bichinhos bem mais pequeninos que eu esperava angustiadamente desde o dia 27 de Setembro passado.
E agora que eu pensava que a fase critica tinha passado é que os filha da mãe se infiltram na minha residencia sem licença nem autorização.
A escolinha tem destas coisitas.
Foi hoje de manhã ao pentear a minha menina.
Um, dois, três pequeninos a passear nos antigos caracolitos agora já mais esticados.
Ainda muitos clarinhos e não junto á cabeça, são ainda bebézinhos.
Foram uma visita tão inesperada que tiveram logo direito a um forte aperto não de mão, mas entre unhas dos dedos pulgares.
Há que justificar o facto de se chamar a esse dedo o "mata piolhinhos" , não?
Se escapou algum vai ter direito a tratamento especial, hoje á tarde vai haver quitoso em todas as cabeçinhas da familia. Não quero de forma alguma que algum mano daqueles três se possa ter perdido deles e fique triste por não ter os mesmos miminhos.
Afinal há que receber bem os (des)convidados.
Pessoalmente nunca gostei muito dos nomes minimo, anelar, médio, indicador e polegar.
Prefiro muito mais dizer dedo miminho, seu vizinho, pai de todos, fura bolos e mata piolhinhos.
Este último era o único que lá por casa ainda não tinha desempenhado a sua tarefa.
Era, porque agora não é mais.
Decidi levar a situação a brincar. Se me chatear ganho exactamente o mesmo.

quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

dois centimos

Fui de manhã comprar esta revistinha.
A minha menina adora ( e eu também) e já tem uma "colecção" de prémios recebidos com os trabalhinhos que faz.
A revista custa axactamente 1,98€.

Não está em causa se é muito ou pouco, o que está em causa é que é 1,98€ e não 2€.
Paguei com uma moedita de 2 que como é lógico tem troco. Esperei.

Arreliou-me sobremaneira que a senhora da papelaria se tenho posto a fazer tempo, feita pavona a procurar no meio de papeis sabe-se lá o quê.
Em vez de estar a disfarçar mais valia que me dissesse que não tinha troco.
Saí sem dizer bom-dia nem até amanhã. Não me apeteceu armar barraco.
Aqueles 0,02€ eram MEUS, e ela se apropriou deles sem qualquer justificação.
Não são propriamente os dois cêntimos que estão em causa, o que não gostei foi da atitude.
Vou desde hoje começar a coleccionar moedinhas de 2 centimos.
Para o próximo mês lá voltarei com 1,98€ especialmente bem trocadinhos e sem demasia a voltar.

terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Sorte macaca

Logo eu!
Logo que não compro carne nem peixe.
Só cozinho carne e peixe frescos se estiverem totalmente arranjados para não ter que lhe pegar com a mão.
O cheiro intenso de peixe cru ou carne crua dão-me agonia. Até o próprio cheiro do mar não me agrada.
Logo a mim é que me tinha que calhar estar 7 horas por dia com um talho ali mesmo em frente, do outro lado da rua.
Estou farta de ver homenzinhos de bata branca com animais esfolados ás costas. E quando trazem bata vermelha ainda mais impressão me dá.
Adoro um bom bife mas não gosto de ver as pernas de porco ensanguentadas a desfilarem todo o dia na frente do meu nariz.
Sempre fui assim mas sempre pensei que me passasse com a idade. Será que sou anormal?

sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Ouvido de passagem

Ali mesmo à porta, a uns 4 ou 5 metros de mim, um português ex-emigrante em França desabafa com um amigo.

“Eu vou-me embora outra vez. O que é que eu estou cá a fazer? (cá = em Portugal). Ela (a esposa) não arranja trabalho. Eu, nem na serventia consigo, já andei aí a ver mas o que me dizem é que o trabalho é pouco e estão a tentar manter os empregados que já teem... Sou part-time na xxxxxx, esta semana fiz 4 noites seguidas, mas com as horas que tenho devo receber este mês aí uns 300€.... Tenho p’ra pagar 700 e tal: é a casa, é a carrinha, são os dois cartões de crédito... mal da gente se não fossem esses cartões. Mas agora vou-me embora, tenho que os deixar todos pagos, não sei como é que vai ser.... Vou fazer 33 anos, viemos agora para o miúdo se adaptar na pré-primária e ficarmos por cá... gosto disto e queria ficar cá mas não posso, não sou capaz, não estou cá a fazer nada... só não vou vender a casa porque um dia... não se sabe...”

Pois é, não se sabe mesmo.
Será que irá ser mais um daqueles reformados divididos, com metade do coração no seu Portugal (seu mas que não o "quis" acolher), e outra metade nos netos que nunca conheceram Portugal sem ser em férias e sentem como seu o país (estrangeiro) onde nasceram?

quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Os meninos trouxeram da catequese uma imagem com uma escrita no verso.
Não liguei muito porque dizem quase sempre coisas do mesmo género, mas esta era especialmente para os pais.
Li mais tarde porque no carro estava escuro.
E as palavras tocaram-me.
Penso que tocarão qualquer pai ou mãe, enquanto pessoa, independentemente de fé ou credo.

"O que os filhos pedem aos Pais

1. Não vos zangueis um com o outro diante de nós.

2. Não vos envergonheis de rezar diante de nós.

3. Não digais mentiras diante de nós.

4. Não nos mandeis fazer uma coisa, fazendo vós outra.

5. Não nos repreendais diante dos nossos companheiros.

6. Sede delicados um com o outro.

7. Tratai-nos a todos com o mesmo carinho.

8. Falei a sós connosco e respondei com verdade ás nossas perguntas.

9. Ajudai-nos a descobrir as nossas qualidades e não vos riais dos nossos defeitos.

10. Amai-nos sempre apesar das nossas rebeldias."

Quem de nós não fez já alguma destas coisas para com os nossos filhos?
Quem de nós não viu fazer aos nossos pais alguma destas coisa?

quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Foi um êxito

Há muito, muito tempo que adoro Molotoff.
Só comia nas festas de casamento.
Uma vez mandei fazer uma a um PROFISSIONAL, mas não me foi entregue porque... saiu mal.

Têm a “fama” de serem tão “traiçoeiras” que nunca me atrevi.
Tenho encontrado suficientes receitas na net, mas nenhuma me inspirou a confiança que eu preciso ter antes de arriscar explodir a minha preciosa cozinha.

Mas este fim-de-semana, arrisquei.
O site da Lígia, parecia ser um site “sério”, tem a receita tão bem explicadinha... só tive a dúvida se os 10 minutos seriam começados a contar desde que se liga o forno, ou se desde que atinja os 180ºC.

E a verdade é que foi um sucesso saboroso.
Não “abolachou” e não sobrou pitada.
Ou foi sorte de principiante ou...

P.S. A imagem é da Lígia.
Eu não fotografei a minha mas... posso dizer que... apesar de ter sido um sucesso... não ficou tão bonita como esta.

segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Fim de semana

Tudo na vida tem duas formas de ser visto, interpretado ou sentido:
a positiva e a negativa.

O pior mesmo (ou o melhor), é quando a mesma pessoas sente das duas formas.
E assim foi comigo.

Domingo, levantar tarde e depois do almoçinho marchar até á capital do distrito para ver o circo.


As crianças alegres por irmos passear os quatro (coisa que acontece pouca vez).
Alegria geral, correria de um lado para o outro.

A viagem correu sem problemas. Fizemos uma paragenzinha para beber água e panhar ar.
O circo estava cheio. Tinha o Nody, a Floribella, o Shreck, os Toonis, o Pateta e ... palhaços.
As crianças adoraram, riram, bateram palminhas (e eu também).
Para finalizar o dia fomos jantar fora - coisa que os quatro juntos também é rarissimo.
Foi um dia em cheio.

Como há muito muito tempo não tinhamos os quatro juntos.
E como não sei quando voltaremos a ter.
Ás vezes penso que é por momentos assim que vale a pena esperar.


Foi um stress para sair de casa cedo porque a viagem tinha de ser feita no máximo a 80Km/hora, sem grandes curvas nem tombos e fazer um "intervalos" no caminho era indispensável.
O circo tinha muita gente mas palpita-me que quase metade deve ter entrado de graça como nós.
Tinha no máximo 5 ou 6 "artistas".
Um número de equilibrismo em cima de uma tábua mal pintada e outro de pombinhas de rabo pintado das quais uma voou direito ao chão.
O apresentador despiu o fato de gala para fazer o papel de palhaço e quando terminou apresentou o resto do circo assim vestido.
Nem tão pouco se dignou a lavar a cara e a vestir o fato.
Chamaram crianças ao palco para dançarem aos pares e fazerem um concurso de dança.
Fora isso andavam uns gajos com roupas de desenhos animados a passear pela pista e a fazer adeus. O cara do Nody era feia como o caraças.
Como não tinha jantar feito e já era tarde pensamos ir ao restaurante do costume mas estava fechado.
Fomos a outro. O creme de senoura pelo tempo que demorou ainda devia estar a arrancar as cenouras na horta, estava a ferver e o menino pouco comeu porque tem um dente a nascer que lhe dói.
Para rematar, foi caro que nem cornos.

sábado, 20 de Janeiro de 2007

Bom fim de semana !!


Será que é desta que eu vou ter um fim de semana em condições?
Se tudo correr bem vamos ao circo com os meninos!
A questão é que o circo fica um pouquito longe e a menina enjoa nas viagens.
Mas vamos ver o que vai dar.
BOM FIM DE SEMANA PARA VOCÊS!

sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Recebi este mail

Para passar a 10.
Eu já cliquei (espero que tenha funcionado, pois o inglês que eu sei não é exactamente igual aquele que lá está).
Vou passar, não sei se a 10, se mais ou se menos.
Não vou fazer comentários pessoais. Não me apetece ficar triste.

Mas aqui fica:


"Ajudem a salvar o Site do cancro da mama.
Não custa nada.
Digam a 10 amigos para dizerem à 10 amigos hoje!
O Site do cancro da mama está com problemas pois não têm o nº de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer 1 mamografia gratuita diariamente a mulheres desprivilegiadas.
Demora menos de um segundo para ir ao site e na tecla cor-de-rosa que diz
"Free Fund Mammogram".
Isto não custa nada e pelo nº diário de pessoas que clicam os patrocinadores (Avon, Tupperware,....) oferecem a mamografia em troca de publicidade.
Aqui está o Link:
Website: http://www.thebreastcancersite.com
http://www.thebreastcancersite.com/
Não demora e não custa nada,
*Ajudem a prevenir CANCRO!
PASSEM A 10 AMIGOS PARA PASSAREM A 10 AMIGOS OBRIGADO!!*"

quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Gays

"Ó Vó, o que é um paneleiro?" - perguntei eu, há mais de 30 anos.
E com toda a paciência, a minha avozinha, sentada no portal da porta, respondeu: "Ó filha, um paneleiro é um homem que faz panelas."
Mais tarde achei estranho não me deixarem dizer esse nome, quando podia dizer o nome de todas as outras profissões.
Mas tarde ainda, descobri que quem faz panelas é o oleiro.
E só mais tarde ainda, vim então a saber o que a minha avó não me disse.

.......................

"Mamã, um menino que gosta de outro menino é gay." - Disse-me a minha menina um dia da semana passada.
Fingi que não ouvi.
Fomos abastecer o carro.
O menino começou a portar-se mal e eu disse que ficasse quieto ou então saía do carro e ficava ali (atitude errada da minha parte, eu sei, mas não pensei e não teve consequências graves).
Todo espertalhão declara que ia ter com o "Cx".
O "Cx" é o homem da gasolina que ele conhece e é muito conhecido do papá.
Só que nesse dia o homem era outro. Ficou indeciso se seria ele ou não e eu pergunto: "Então como é que é o "Cx"? O que é que tu te lembras dele?"
Puxando pela memória começa: "O "Cx" é grande, é bonito..." - para ele tudo o que é simpático chama bonito.
De imediato a menina declara: "O mano é gay."
Fiz um discurso dos meus, que não se chamam nomes ás pessoas, que eu não faço isso, o papá não faz isso e ninguém da nossa casa o faz. Ou seja, inclui gay na secção de nomes tipo parvo, maluco, gordo, feio, etc.
Achei que na altura seria a solução mais fácil.
Acho cedo para começar com explicações de natureza sexual. Principalmente explicações de assuntos polémicos.

Não sei como lidar com este assunto. Não os quero educar para terem mente retrógrada e crucificarem os homossexuais. Mas também não os quero educar com a noção de que teem liberdade de escolha.

Nunca compreendi os homossexuais... até ao dia (já lá vão bem mais de 15 anos), em que o filme "Philadelfia" passou pela 1ª vez na televisão.

Hoje compreendo (ou penso que compreendo, na medida em que nunca senti de perto a situação), o seu drama e o seu sofrimento.
Defendo que devem fazer a sua vida como forem felizes desde que sejam maiores e responsáveis.
Por mim está tudo bem desde que não se "comam" na minha frente.
Filmes com dois homens vejo, desde que a história me agrade não tenho problemas.
Mas com duas mulheres não consigo ver. (É como comer caracóis, dizem que é muito bom mas... não me atrevo nem a experimentar, dá-me cá um nojo só de ver as pessoas comerem caracóis).

Espero não arranjar "inimigos" com este post.
Eu não estou contra, embora não concorde com o casamento homossexual, mas isso é uma opinião pessoal e como tal não alterará em nada a vida de ninguém.

Se um dia, na minha vida, me vier a deparar com a situação penso que não criarei problemas nem sofrimentos desnecessários.
Mas se uma coisa é aceitar pacificamente o que não se quer, outra complectamente diferente é criar condições e incentivar.

Como se explica, a crianças de 5 e 6 anos, o que é ser gay?

sábado, 13 de Janeiro de 2007

Todos podemos tudo

Do blog da Ana aqui fica também...
Porque muitas gotas fazem um aceano... ou dois, ou três.

SOZINHOS NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO... MAS MUITOS BLOGISTAS JUNTOS PODEM MELHORÁ-LO


"Meus queridos amigos, para quem não reparou ainda eu tenho uma veia benemérita, e esta é uma boa altura para lançar este desafio já que é inicio de ano,

VAMOS MARCAR A DIFERENÇA e mostrar que nós como Blogistas não servimos apenas como entertenimento e diversão, por trás destas páginas estão pessoas, e não importa a raça credos ou temas dos vossos Blogs, juntos podemos marcar a diferença.

E por isso mesmo... porque há muitas pessoas a sofrer, muitas vezes crianças que não têm culpa dos abusos que sofreram, do abandono etc, venho junto de vós lançar um desafio a nível Nacional.

Como este não é um blog conhecidíssimo, somos poucos mas bons, peço-vos que copiem/ rescrevam/ enfim... passem a palavra deste post para os vossos blogs e vamos desencadear a bola de neve.

Não é nenhuma corrente de inquéritos como já vi em alguns blogs que não critico e até lhes acho piada.

É uma simples acção MENSAL a uma instituição NÃO GOVERNAMENTAL.

Que consiste em enviar todos os meses UM BEM ESSENCIAL BÁSICO (basta uma unidade), num envelope verde dos correios, juntamente com uma carta que publico em baixo e posso enviar-vos por mail (o intuito é todas as cartas serem iguais para serem reconhecidas como corrente), ou um envelope normalíssimo destinado à instituição com apenas 1€ ou 2€ e a referida carta.
Os que não têm Blogs também podem e devem participar.


A instituição escolhida por mim foi a
Ajuda de Berço
http://www.ajudadeberco.pt/index_pt.html , que todos os meses publica no seu site as necessidades mais básicas.

Para o ano poderemos em consenso ou votação escolher outra instituição NÃO GOVERNAMENTAL à vossa escolha.

Alguns exemplos alimentares são:
Boiões de fruta / papas/ Azeite/ Oleo/ Salsichas/ Atum

Outras necessidades:
Toalhitas/ Guardanapos/ Pap. Higiénico/ Rolos de Cozinha/ Fraldas/ Amaciadores/ Shampô/ Det. Loiça e roupa/ Gel banho

Farmácia:
Água Oxigenada/ compressas/ Betadine/ Actifed/ Algodão

Enfim... podem consultar a lista mensal publicada no site.

E que o lema desta campanha seja:
SOZINHOS NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO... MAS MUITOS BLOGISTAS JUNTOS PODEM MELHORÁ-LO "

quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Os maus estão proibidos de fazer bem

Quando nos picamos num ortigão só pensamos nele como erva daninha. Normalmente não pensamos que o seu chá é bom para qualquer maleita e até possui extractos de champô para cabelo oleoso.

Quinta-feira.
A minha menina tem uma aulinha opcional antes do horário escolar.
Chegamos normalmente antes da escola abrir e aguardamos no carro.

Hoje o "João" já tinha chegado.
Este coleguinha é muito malcriado, manda professoras e auxiliares "levar na azeitona" (foi com estas palavras que me descreveram as cenas), e bate nas outras crianças.

Eu bem tento "injectar" ideias na cabeça da minha menina:
os nossos amigos são o nosso maior tesouro e nunca são demais.
Todas as pessoas, por muito más que sejam, teem um fundo bom, só que algumas ainda não o descobriram.
Se os "maus" que fazem mal forem nossos amigos, a nós não fazem mal.
Não é por a maioria das pessoas não gostarem de alguém, que nós vamos ser obrigados a também não gostar.
Podemos ser amigo de toda a gente. O que é importante é saber ver o que os nossos amigos fazem de bem e de mal. O que fizerem bem nós fazemos com eles, o que fizerem mal nós não acompanhamos. Porque até as melhores pessoas podem ter um fundo um pouquinho mau, só que não o descobrem.

Voltanto ao que interessa
o "João" vinha do recinto exterior da escola com um monitor rebolando com jeitinho escada abaixo.
Rebolou-o cerca de 7 ou 8 metros pela rua e endireitou-o junto ao contentor do lixo.
Uma criança de 6 anos rebolando um pesado monitor é lógico que faz barulho.

O professor chegou.
A auxiliar veio abrir a porta do edificio para entrarmos.
Estava possessa. Aquela peste estava a bater no contentor do lixo com uma pedra. Só podia ser ele!
Expliquei que era um monitor estragado e não uma pedra. Continuou possessa.
Que atitude reprovavel. Coisas de gaiato maluco de quem já toda a gente está farta - podia ler-se na sua expressão.

Beijinho na menina e "até logo".
Ao sair observo o monitor.
Encostadinho ao contentor, prontinho para ser recolhido e tratado convenientemente pelo carro da recolha.

Resumo da "coisa":
Alguém boa pessoa deixou uma peça velha na porta da escola.
Alguém que apesar de criança "não" é uma boa pessoa, pegou na velharia e deu-lhe o destino certo.

Onde é que está a atitude reprovável?

Pessoalmente não me parece que desta vez o miúdo tenha agido com má intenção.
Não foi fácil o que ele fez. Podia simplesmente tê-lo empurrado escada abaixo se quisesse fazer mal.

Eu vi!
E posso garantir que ainda que possa não ser aquele o destino que o monitor aguardava, a atitude da criança foi movida pelas mais nobres intenções.

Porque será que não se pode reconher as atitudes positivas de alguém que normalmente só tem atitudes negativas?
Será assim que se espera que melhorem?

Tal como digo á minha menina:
naquele momento veio ao de cima um pouquinho do fundo bom do "João".
Só que ninguém percebeu.

terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

A minha menina na escola

Tanta dor de cabeça que eu tive... e para quê?
A minha menina adora a escola.

Esquecemo-nos de ir á reunião do final do 1º periodo.
Imperdoavel.
E diz a professora que achou falta de nós e pensou que para não irmos é porque não pudemos de certeza, porque já vai conhecendo as familias e nós somos uma familia muito orientada.
Enfim... é o stress (esse gajo é desculpa para tudo).

Ontem quando o papá a foi buscar a professora quis falar com ele... e entregar o papelinho da avaliação.
Tudo óptimo:
é das melhores alunas, é um pouco timida mas muito participativa, faz sempre os trabalhos de casa muito bem feitinhos, escrita regular e pensa que vai chegar ao final do ano a saber ler e escrever complectamente (eu pensava que isso acontecia com todos, mas pelos vistos não). Enfim tudo aquilo que os pais gostam de ouvir.

Mas aquilo que mais me dá orgulho é o "respeitadora e muito educada".

A minha filha é educada - estou tão feliz!
Estou tão contente!

Eu sempre quis ter filhos que amassem as flores, os passarinhos e os velhinhos.
Com os animais e as crianças nunca me preocupei. Isso todas as crianças gostam!

sábado, 6 de Janeiro de 2007

DIA DE REIS


Pocurei e reprocurei uma imagem bonita dos Reis Magos.
As mais girinhas eram de blog's.
Tive vergonha de roubar.

Apetece-me dizer meia dúzia de patracoadas sobre o assassinato do bolo Rei... mas não há tempo.

Vou antes aproveitar para fazer umas visitinhas.

Aqui vou eeeeeeeeeuuuuuuuuuu ...

quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

E assim foi...

Tal como o previsto, sem tirar nem pôr.

Vimos a repetição do "Ri-fixe" na televisão.
A miuda é doida pela Floribella, embora não acompanhe a novela.
Tem roupas, cd's, dvd's, sabe parte de todas as canções, imita as personagens...

Escapámo-nos para casa antes que começasse o episódio da Floribella senão depois ia ser complicado.
Chegamos a casa, fui deitar os meninos.
Desci.
Vim ligar a televisão e o aquecimento.
Prontinha para passar a ano a fazer ponto cruz e beber vinho do Porto.
Não houve porcaria nenhuma de jeito na TV.

Faltavam 20 minutos para a meia noite decidi deitar-me.
Fui ao quarto do menino que já dormia. Dei-lhe um beijinho e murmurei apenas em pensamento "Feliz ano novo, meu amor"
Fui ao quarto da menina. Fiz rigorosamente a mesma coisa.
Vesti o pijama do papá. Deitei-me. Lutei para dormir no ano velho e acordar no novo.
Não consegui.

Começaram os foguetes.
Ouvi exclamações de espanto e gargalhadas.
Pensei que fosse fogo de artificio e fui á janela.
Qual fogo de artificio, qual carapuça!
"Cambada de gente maluca" - pensei, e voltei para a cama.
Acordei ás 10 e tal da manhã.
O papá que tinha saido de casa dia 31 antes das 3 da tarde, voltou dia 1 ás 5 da tarde. Dormiu 3 horas na camarata do serviço.
O champanhe foi aberto dia 31... .... ao almoço.

sábado, 30 de Dezembro de 2006

Não me sinto muito optimista!
O papá vai trabalhar dia 31 ás 4 da tarde até ás 4 da manhã de dia 1 de Janeiro.
No dia de Ano Novo entra ás 8 da manhã até ás 4 da tarde e volta a entrar á meia-noite.

Eu e os meninos vamos jantar á casa da vóvó e do vovô com a madrinha.
Para eles não se deitarem tarde devo ir para casa cedo e passar o ano a ver televisão.
Talvez a Floribela.
É a vida.
Ás vezes penso que ser casada com sujeitos com profissões assim é quase o mesmo que viver amancebada com um gajo casado e com familia.
Nas ocasiões importantes é sempre um castigo para conseguir a sua presença. Não há Domingos nem feriados... nem dias nem noites...

A passagem do século (a primeira passagem de ano a dois), também foi assim.
No fundo, no fundo... acho que já estou habituada.
Haja saúde.

Acho que me vou ausentar daqui por uns bons dias.
Só tenho net no trabalho e agora é altura de contagens, balanços e essas macaquices.

Apetece-me chorar...
Mas acho que não vale a pena.

Um óptimo e feliz 2007... especialmente para ti.
Sim para ti... e o "ti" és tu mesmo.
Obrigado por me "ouvires".

sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Chocolatinhos


"O coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo."

Quando eu era pequenina o Menino Jesus trazia-me sempre embrulhos de chocolates.
Hoje o Pai Natal trás dinheiro (atitude que eu abomino - um dia farei um post sobre isso, talvez conquiste algumas antipatias mas não há-de ser nada).

Voltando ao que interessa, eram coisinhas lindas com pratas que eu alisava e fazia colecção: ratinhos, carros, sinos, sombrinhas, pinhas, coelhinhos, pais natais... .... ...os ratinhos tinham um recheio tão bom. E eram todos pendurados na árvore.

Quem disse que as crianças de hoje são diferentes das de "ontem"?
Só o são porque nós assim as condicionamos - nós, sociedade.

Estes ano comprei sacos de chocolates (não consegui os ratinhos, com muita pena minha).
Aabri os sacos, misturei as coisas e embrulhei em papel com um laçinho.
Um embrulho disforme e desengonçado a saber verdadeiramente a Natal.

Os meninos adoraram!

Anteontem fiquei até ás 2 da manhã.
Só me lembrei quando ia subir para o quarto, mas não podia deixar para depois.

Agarrei no cestinho dos chocolates, uma agulha e o carrinho de linhas.
Nos que não tinham fiz uma argolinha para pendurar.

Ontem pude ver, nas pessoas dos meus filhos, eu e a minha mana anos atrás a rodopiar sofregamente á volta do "Natal" para dependurar bonequitos soborosos.

Eu adorei e eles adoraram.
Acho que vou recuperar esta tradição em minha casa.

Ainda hoje, quando penso no Natal, a primeira coisa que me vem á lembrança são os chocolates para pendurar.
Esses e as iscas na frigideira mascarrada em cima do fogareiro.
Este "trio" também já passou á história. Tenho pena.

terça-feira, 26 de Dezembro de 2006

Já passou


Hoje é o que todos me dizem:
"Já passou, para o ano há mais"

Isto porque não viram o estado em que a minha sala ainda se encontra:
Brinquedos novos montados pelo chão.
Roupinhas novas ainda espostas nas costas dos sofás.
O cestinho atafulhado de chocolates.

A casa da vovó está na mesma.
Ou se calhar já não está, a unica pessoa que trabalha hoje sou eu. Talvez só eu não tenha ainda arrumado nada.

Os meninos receberam mais uma catrefada de prendas.
Eles adoraram, eu também. Mas reconheço que foram demais.
Dizemos frequentemente que as crianças não dão o devido valor ás coisas, que são exigentes demais, etc, etc, etc.
Também reconhecemos frequentemente que os culpados somos nós.
Mas é também super frequente... que não fazemos nada para não as "estragar".
Damos-lhe tudo. Dar-lhe-iamos o mundo se o pudessemos fazer.
E depois queixamo-nos que são demasiado exigentes.
Temos consciencia disso mas... no fundo, no fundo... somos felizes assim.
Haja saúde.

O Natal é sempre mágico.

Os meus cágados passaram o Natal na água.
Acho que estão mesmo hibernados.

sábado, 23 de Dezembro de 2006


Para todos

Amigos e inimigos
Simpatizantes e antipatizantes
Visitantes e não visitantes
Com prendas ou sem prendas - porque o importante são os sentimentos

Um optimo e Feliz Natal

quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Como saber?

O homenzinho não é propriamente velho mas já tem netos.
Aparenta sessenta e pouco anos e ainda conduz.
É pai de uma antiga colega minha.

Enquanto falava comigo queixava-se da forma desagradável como tinha sido atendido na repartição de finanças local.
Mas, em todo o lado pode estar uma cara simpatica.

Dizia-me ele:
"Mas tava lá uma rapariga que eu gostei logo dela porque tem o nome que a minha mãe tinha. Era o nome da minha mãe e por isso eu gostei logo dela.
Ela notou nos meus olhos e resolveu-me logo aquilo tudo."


Ela notou o quê nos olhos dele?
Se calhar o mesmo que eu: que estavam marejados de lágrimas.

Às vezes, quando olho para uma pessoa de idade avançada nem me lembro que já foi criança, bebé e que também teve mãe.
Teve e pode continuar a ter toda a vida.
Porque no nosso coração, se nós não deixar-mos, as pessoas nunca morrem.

Que espécie de mãe seria aquela?
O que é que ela pode ter tido que eu não tenha?
O que será que me falta a mim ou o que terei eu de sobra?

Será que quando o meu filho for velhinho (e um dia há-de sê-lo, se Deus quiser), ele irá "gostar logo" de alguém apenas porque esse alguém terá o nome que eu tinha?

Essa é com ce